A Uefa poderá apoiar a proposta da Fifa de ampliar o Mundial de Clubes de 32 para 48 equipes a partir de 2029. Segundo informação do jornal britânico “The Guardian”, os presidentes das entidades chegaram a um acordo para a ampliação.
Aleksander Ceferin, da Uefa, e Gianni Infantino, mandatário da Fifa, também negociam para que o torneio não seja disputado a cada dois anos, mas sim mantendo o intervalo de quatro anos.
A proposta de tornar o Mundial bienal foi defendida pelo Real Madrid em reuniões com a Fifa, mashá resistência da UEFA e das principais ligas nacionais europeias. Em movimento recente, o clube espanhol também encerrou sua disputa judicial com a entidade continental e formalizou sua saída da Superliga Europeia, aproximando-se novamente do grupo de dirigentes que lidera o futebol internacional, entre eles Nasser al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain.
Segundo o “The Guardian”, a intenção da Fifa é garantir a presença de mais clubes europeus de peso, como Barcelona, Liverpool e Manchester United, ausentes na edição anterior. Infantino reforçou publicamente que trabalha para tornar o evento “maior e mais impactante”.
Porém, há entraves. A Fifa enfrenta questionamentos jurídicos do grupo European Leagues na Comissão Europeia sobre decisões ligadas ao calendário internacional, incluindo o Mundial.
Os dirigentes europeus avaliam com cautela o impacto financeiro do torneio. Na edição passada, o Chelsea arrecadou cerca de R$ 593 milhões de um total de R$5,5 bilhões distribuídos em premiações, números que evidenciam o peso econômico da competição.
A sede para o torneio ainda não foi escolhida. O Brasil, por meio da CBF, já demonstrou interesse para ser um dos cadidados após a primeira competição que aconteceu nos EUA e teve o Chelsea como o vencedor.