{"id":22787,"date":"2026-01-10T01:43:31","date_gmt":"2026-01-10T04:43:31","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=22787"},"modified":"2026-01-10T01:43:31","modified_gmt":"2026-01-10T04:43:31","slug":"veja-como-ficou-a-inflacao-do-prato-feito-em-2025-e-o-que-esperar-de-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=22787","title":{"rendered":"Veja como ficou a infla\u00e7\u00e3o do prato feito em 2025 e o que esperar de 2026"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/tX7XoOln-GdTrZFVLnznTghdbLY=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2026\/m\/0\/6iRsZSRhKtwJzxUST9Cw\/pf.png\" \/><br \/>     Depois de subir 7% em 2024, a infla\u00e7\u00e3o de alimentos perdeu for\u00e7a em 2025 e fechou o ano com alta de 2,9%.<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o<br \/>\nAp\u00f3s um aumento de 7% em 2024, a infla\u00e7\u00e3o de alimentos perdeu for\u00e7a em 2025, mas fechou o ano com alta de 2,9%, mostram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), divulgados na sexta-feira (9).<br \/>\nMuitos alimentos b\u00e1sicos do prato brasileiro, como o arroz e o feij\u00e3o, tiveram quedas expressivas de pre\u00e7os, ap\u00f3s um aumento das colheitas beneficiado por um clima mais est\u00e1vel no campo.<br \/>\nO pre\u00e7o da carne, no entanto, continuou em patamares altos, mas menos acelerado do que em 2024. Por\u00e9m, a tend\u00eancia \u00e9 que ele suba novamente em 2026. Veja abaixo mais detalhes.<br \/>\nComo ficou o prato feito em 2025<br \/>\nArte\/g1<br \/>\nCarne bovina<br \/>\nO pre\u00e7o da carne bovina desacelerou em 2025, diante de uma produ\u00e7\u00e3o recorde no Brasil.<br \/>\nA infla\u00e7\u00e3o do contrafil\u00e9, por exemplo, fechou 2025 com alta de 1,3%, ap\u00f3s um salto de 20% registrado em 2024. Movimento semelhante aconteceu com a picanha, cujo pre\u00e7o desacelerou de 8,7% para 2,8% entre um ano e outro.<br \/>\nMas a expectativa \u00e9 de que ela fique mais cara neste ano, afirma o CEO da Scot Consultoria, Alcides Torres.<br \/>\n&#8220;O consumidor n\u00e3o vai ter refresco. N\u00f3s n\u00e3o vamos ter tanta produ\u00e7\u00e3o como tivemos nos \u00faltimos tr\u00eas anos&#8221;, afirma.<br \/>\nEm 2025, o Brasil teve um recorde in\u00e9dito de abate de f\u00eameas, superando, inclusive, o de machos pela primeira vez desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE, em 1997.<br \/>\nEsse movimento tem feito o pre\u00e7o do bezerro subir no pa\u00eds, o que incentiva a mudan\u00e7a de estrat\u00e9gia dos pecuaristas: em vez de mandar vacas para o abate, a prioridade nos pr\u00f3ximos meses ser\u00e1 mant\u00ea-las nas fazendas para reprodu\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSegundo Torres, esse movimento come\u00e7ou por volta de outubro e vai se intensificar ao longo de 2026, principalmente no segundo semestre.<br \/>\nA segunda metade do ano tamb\u00e9m \u00e9 marcada por per\u00edodos mais secos, com baixa umidade e dias mais curtos, o que reduz a disponibilidade de capim e, consequentemente, a quantidade de animais dispon\u00edveis para o abate.<br \/>\nTorres pontua ainda que os limites que a China colocou \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es de carne do Brasil n\u00e3o v\u00e3o provocar um excesso de carne no Brasil a ponto de baratear a carne. Segundo ele, isso n\u00e3o vai acontecer justamente pela esperada queda na produ\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOs pre\u00e7os tamb\u00e9m v\u00e3o subir porque o brasileiro tende a consumir mais carne neste ano.<br \/>\n&#8220;Tr\u00eas fatores principais devem aquecer a procura interna em 2026: as elei\u00e7\u00f5es, a Copa do Mundo e a isen\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda para quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil. Isso vai se traduzir em maior consumo de prote\u00edna animal&#8221;, diz Torres.<br \/>\nEle explica que, historicamente, em \u00e9pocas de elei\u00e7\u00e3o, h\u00e1 mais dinheiro circulando na economia por causa dos recursos liberados para financiamentos de campanhas.<br \/>\nO analista Fernando Iglesias, do Safras &amp; Mercados, detalha que \u00e9 comum, nessas ocasi\u00f5es, os pol\u00edticos fazerem &#8220;churrascadas&#8221; em dias de com\u00edcios, com parte dos recursos de campanha, principalmente no interior dos estados.<br \/>\nOvos e frango<br \/>\nO in\u00edcio de 2025 foi marcado por uma disparada dos pre\u00e7os dos ovos ap\u00f3s um aumento do custo do milho, calor intenso, al\u00e9m de uma maior procura pelo alimento. Em fevereiro, por exemplo, o pre\u00e7o do ovo chegou a subir 40% no atacado.<br \/>\nAp\u00f3s o pico de alta, os pre\u00e7os ao consumidor foram perdendo for\u00e7a, mas acabaram encerrando 2025 com aumento de 4%, ap\u00f3s uma queda de 4,5% em 2024.<br \/>\nA infla\u00e7\u00e3o do frango tamb\u00e9m continuou pressionada, apesar de ter desacelerado entre 2024 e 2025, de 10,3% para 6%, mostra o IBGE.<br \/>\nSegundo Iglesias, isso tem acontecido porque a popula\u00e7\u00e3o brasileira tem priorizado prote\u00ednas mais baratas, como frango e ovos, tend\u00eancia que vai se manter em 2026, diz ele.<br \/>\n&#8220;O brasileiro est\u00e1 com baixo poder de compra e isso se acentua em 2026 com juros elevados e n\u00edvel alto de endividamento das fam\u00edlias&#8221;, afirma.<br \/>\nPor causa da alta demanda, \u00e9 bem dif\u00edcil que os pre\u00e7os do frango e dos ovos caiam neste ano, diz Iglesias.<br \/>\nArroz<br \/>\nO arroz ficou mais barato para o consumidor em 2025, impulsionado por um aumento significativo da produ\u00e7\u00e3o, que foi favorecida pelo clima e pelo crescimento da \u00e1rea plantada, diz Lucilio Alves, pesquisador do Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada da USP (Cepea).<br \/>\nNa safra 2024\/25, a colheita de arroz cresceu 20,6% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 temporada anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).<br \/>\n&#8220;Isso aconteceu porque os pre\u00e7os do arroz no campo subiram muito na safra anterior, o que resultou numa melhor rentabilidade para o produtor. Esse aumento foi o que motivou os agricultores a expandirem a \u00e1rea de cultivo e a investirem mais na safra seguinte&#8221;, diz Alves.<br \/>\nComo os pre\u00e7os da \u00faltima safra ca\u00edram bem mais ao produtor (-46%) do que ao consumidor, o pesquisador avalia que ainda existe &#8220;espa\u00e7o para novas quedas&#8221; nos supermercados, no curto prazo.<br \/>\nPara este ano, a expectativa \u00e9 de que a colheita seja menor, o que pode gerar uma &#8220;ligeira recupera\u00e7\u00e3o&#8221; dos pre\u00e7os no campo &#8220;para garantir que a cultura continue atrativa para o agricultor&#8221;. Mas isso n\u00e3o deve se traduzir em grandes aumentos de pre\u00e7o para o consumidor.<br \/>\nFeij\u00e3o preto e carioca<br \/>\nO feij\u00e3o preto registrou uma queda de pre\u00e7o muito mais expressiva do que o carioca, especialmente no primeiro semestre do ano passado, afirma o pesquisador do Cepea.<br \/>\n&#8220;A produ\u00e7\u00e3o de feij\u00e3o preto cresceu 14% [na safra 2024\/25], impulsionada por boas colheitas no Paran\u00e1 e em Mato Grosso. Mas esse excesso de oferta n\u00e3o teve contrapartida [na demanda dos consumidores] e isso derrubou os pre\u00e7os&#8221;, detalha Alves.<br \/>\nDiferente do feij\u00e3o preto, a safra de feij\u00e3o carioca diminuiu 10%, mas os pre\u00e7os ficaram mais equilibrados, pois a queda na oferta foi compensada por um consumo est\u00e1vel, diz Alves.<br \/>\nEle diz que ainda \u00e9 cedo para tra\u00e7ar uma tend\u00eancia para o feij\u00e3o carioca, mas avalia que os pre\u00e7os n\u00e3o devem oscilar muito.<br \/>\n&#8220;No caso do feij\u00e3o preto, diante da forte queda das cota\u00e7\u00f5es e da redu\u00e7\u00e3o \u00e1rea plantada no Paran\u00e1 e em outras regi\u00f5es, \u00e9 poss\u00edvel esperar uma ligeira recupera\u00e7\u00e3o (aumento) dos pre\u00e7os&#8221;, diz Alves.<br \/>\nMorre o pesquisador que \u00e9 considerado &#8216;pai&#8217; do feij\u00e3o Carioquinha<br \/>\n\u00c1reas de arroz e feij\u00e3o param de cair, ap\u00f3s perderem espa\u00e7o para soja e milho por 16 anos<br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/agronegocios\/noticia\/2026\/01\/10\/veja-como-ficou-a-inflacao-do-prato-feito-em-2025-e-o-que-esperar-de-2026.ghtml\">G1<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de subir 7% em 2024, a infla\u00e7\u00e3o de alimentos perdeu for\u00e7a em 2025 e fechou o ano com alta de 2,9%. 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