{"id":27847,"date":"2026-04-09T10:35:35","date_gmt":"2026-04-09T13:35:35","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=27847"},"modified":"2026-04-09T10:35:35","modified_gmt":"2026-04-09T13:35:35","slug":"inflacao-dos-alimentos-da-cesta-basica-aumenta-em-todas-as-capitais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=27847","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o dos alimentos da cesta b\u00e1sica aumenta em todas as capitais"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Os custos para aquisi\u00e7\u00e3o dos alimentos da cesta b\u00e1sica subiram nas 27 capitais, segundo monitoramento feito\u00a0pelo Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). S\u00e3o Paulo permanece com o maior valor apurado, de R$ 883,94, enquanto Aracaju tem a cesta mais barata, uma m\u00e9dia de R$ 598,45.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1685322&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1685322&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p><strong>Os alimentos com maior impacto foram o feij\u00e3o, a batata, o tomate, a carne bovina e o leite, todos com aumento, sendo que os tr\u00eas primeiros tiveram impacto decisivo das chuvas nas principais regi\u00f5es produtoras<\/strong>. Na contram\u00e3o, o a\u00e7\u00facar teve queda no custo m\u00e9dio em 19 cidades, relacionada\u00a0ao excesso de oferta.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta B\u00e1sica de Alimentos, as cidades com aumento mais expressivo foram Manaus (7,42%), Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Macei\u00f3 (6,76%), Belo Horizonte (6,44%), Aracaju (6,32%), Natal (5,99%), Cuiab\u00e1 (5,62%), Jo\u00e3o Pessoa (5,53%) e Fortaleza (5,04%). Entre os valores nominais, al\u00e9m da capital paulista h\u00e1 destaque para as cidades do\u00a0Rio de Janeiro (R$ 867,97), de Cuiab\u00e1 (R$ 838,40), Florian\u00f3polis (R$ 824,35) e Campo Grande (R$ 805,93), com as demais capitais tendo valores m\u00e9dios abaixo do patamar dos R$ 800.<\/p>\n<p><strong>Com o sal\u00e1rio m\u00ednimo a R$ 1.621,00 o trabalhador nessas cidades precisa de cerca de 109 horas para custear a cesta. Ainda que alto, o valor apresentou queda se comparado \u00e0 renda, em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Quando se compara o custo da cesta e o sal\u00e1rio m\u00ednimo l\u00edquido, ou seja, ap\u00f3s o desconto de 7,5% referente \u00e0 Previd\u00eancia Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em m\u00e9dia, nas 27 capitais pesquisadas em mar\u00e7o de 2026, 48,12% do rendimento para adquirir os itens aliment\u00edcios b\u00e1sicos e, em fevereiro, 46,13% da renda l\u00edquida. Em mar\u00e7o de 2025, considerando as 17 capitais analisadas, o percentual m\u00e9dio ficou em 52,29%&#8221;, indicou\u00a0o levantamento.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Em mar\u00e7o, o tempo m\u00e9dio necess\u00e1rio para adquirir os produtos da cesta b\u00e1sica foi de 97 horas e 55 minutos, enquanto em fevereiro era de 93 horas e 53 minutos. Se comparado com mar\u00e7o de 2025, considerando o conjunto restrito de\u00a017 capitais analisadas, a jornada m\u00e9dia foi de 106 horas e 24 minutos.<\/p>\n<p><strong>O estudo permite comparar, ainda, o aumento desde o ano passado, e aponta que houve alta em 13 cidades e queda em quatro nos \u00faltimos 12 meses, com destaque para os aumentos em Aracaju (5,09%), Salvador (4,51%) e Recife (4,38%)<\/strong>. As principais redu\u00e7\u00f5es ocorreram em Bras\u00edlia (-4,63%) e Florian\u00f3polis (-0,91%). A compara\u00e7\u00e3o de intervalo anual \u00e9\u00a0limitada a 17 capitais, pois o Dieese\u00a0n\u00e3o realiza levantamentos mensais nas cidades de Boa Vista,\u00a0Cuiab\u00e1, Macap\u00e1, Macei\u00f3, Manaus, Palmas, Porto Velho, Rio Branco, S\u00e3o Luiz e Teresina.<\/p>\n<h2>Regime de chuvas<\/h2>\n<p><strong>O estudo indica que o valor do feij\u00e3o subiu em todas as cidades. <\/strong>O gr\u00e3o preto, pesquisado nos munic\u00edpios da Regi\u00e3o\u00a0Sul, do Rio de Janeiro e de Vit\u00f3ria, apresentou alta, com\u00a0percentuais entre 1,68%, em Curitiba, e 7,17%, em Florian\u00f3polis. Para o gr\u00e3o carioca, coletado nas demais capitais, os aumentos ficaram entre 1,86%, em Macap\u00e1, e 21,48%, em Bel\u00e9m. A alta do feij\u00e3o ocorreu devido \u00e0 restri\u00e7\u00e3o de oferta, por dificuldades na colheita, redu\u00e7\u00e3o de \u00e1rea na primeira safra e expectativa de menor produ\u00e7\u00e3o na segunda safra, mostra\u00a0o levantamento.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Quando a gente v\u00ea um aumento de pre\u00e7os, tende a pensar que os produtores est\u00e3o lucrando mais, mas nesses casos menos produtores t\u00eam o produto e a\u00ed podem estar vendendo por mais, s\u00f3 que o que aconteceu bastante neste\u00a0ano \u00e9 que quem plantou, por exemplo, 60 sacas colheu apenas 30 ou 40. O clima prejudicou no Paran\u00e1 e na Bahia, e a gente tem uma \u00e1rea plantada menor&#8221;, explicou Marcelo L\u00fcders, presidente do Instituto Brasileiro do Feij\u00e3o (Ibrafe).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>L\u00fcders lembrou\u00a0que a produ\u00e7\u00e3o ainda tem atraso consider\u00e1vel em outras \u00e1reas, como Mato Grosso do Sul, onde o excesso de chuvas levou a uma janela menor entre culturas e for\u00e7ou a substitui\u00e7\u00e3o por um tipo de feij\u00e3o preto destinado principalmente ao mercado indiano.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Os n\u00fameros que a gente tem hoje n\u00e3o refletem a nossa realidade, a gente tem tido menos o carioca, pois \u00e9 um feij\u00e3o que o governo n\u00e3o garante pre\u00e7o, j\u00e1 que o pre\u00e7o m\u00ednimo existe para enfeite, o produtor n\u00e3o se beneficia em nenhum momento disso\u00a0n\u00e3o h\u00e1\u00a0mercado externo&#8221;. Esses fatores levaram a uma diferen\u00e7a consider\u00e1vel entre o feij\u00e3o carioca e o feij\u00e3o preto, variedades mais procuradas nos maiores mercados.<\/p>\n<p><strong>O gr\u00e3o carioca chega a ser vendido hoje a R$ 350 a saca, com possibilidade de queda de fato a partir dos meses de agosto, setembro e outubro, quando se colhe a safra irrigada<\/strong>. O feij\u00e3o preto ainda tem um valor melhor, em torno de R$ 200 a 210 a saca, pois h\u00e1 muito estoque das duas colheitas de 2025, mas esse excedente ser\u00e1 pressionado j\u00e1 que\u00a0se plantou pouco na segunda safra, que \u00e9 a do come\u00e7o do ano, e a cultura sofreu impacto\u00a0da\u00a0chuva forte\u00a0no Paran\u00e1. A expectativa \u00e9 de uma invers\u00e3o de pre\u00e7os, com o feij\u00e3o preto mais caro do que o carioca em 2026.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Isso \u00e9 terr\u00edvel para os produtores. A exporta\u00e7\u00e3o diminuiu em 2025, isso \u00e9 c\u00edclico. O est\u00edmulo para plantar o feij\u00e3o carioca \u00e9 muito grande, e isso \u00e9 um risco pois pode derrubar o pre\u00e7o&#8221;, complementa o analista.\u00a0\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>A estimativa da Conab\u00a0indica uma\u00a0produ\u00e7\u00e3o superior a 3 milh\u00f5es de toneladas, com avan\u00e7o de 0,5% em rela\u00e7\u00e3o ao ciclo 2024\/2025<\/strong>. O impacto do aumento do custo de fertilizantes e de combust\u00edveis ainda n\u00e3o foi sentido pelo setor, o que aumenta a incerteza. H\u00e1 expectativa de aumento global dos valores de alimentos.<\/p>\n<h2>Sal\u00e1rio m\u00ednimo\u00a0<\/h2>\n<p><strong>O Dieese tamb\u00e9m mostra\u00a0o valor ideal do sal\u00e1rio m\u00ednimo. Para isso, considera a cesta mais cara, em S\u00e3o Paulo\u00a0e os custos b\u00e1sicos que dariam conta das necessidades garantidas na Constitui\u00e7\u00e3o\u00a0para o trabalhador e sua fam\u00edlia: alimenta\u00e7\u00e3o, moradia, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, vestu\u00e1rio, higiene, transporte, lazer e previd\u00eancia. Em mar\u00e7o, o valor para uma fam\u00edlia de quatro pessoas seria R$ 7.425,99 ou 4,58 vezes o m\u00ednimo vigente<\/strong>. Em fevereiro, o valor necess\u00e1rio era de R$ 7.164,94 e correspondeu a 4,42 vezes o piso m\u00ednimo. Na compara\u00e7\u00e3o com mar\u00e7o de 2025 o m\u00ednimo necess\u00e1rio seria de\u00a0R$ 7.398,94 ou 4,87 vezes o valor vigente na \u00e9poca, que era de R$ 1.518,00.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-04\/excesso-de-chuvas-causa-aumento-no-pre%C3%A7o-do-feijao\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os custos para aquisi\u00e7\u00e3o dos alimentos da cesta b\u00e1sica subiram nas 27 capitais, segundo monitoramento feito\u00a0pelo Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). S\u00e3o Paulo permanece com o maior valor apurado, de R$ 883,94, enquanto Aracaju tem a cesta mais barata, uma m\u00e9dia de R$ 598,45. 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