{"id":28163,"date":"2026-04-15T13:36:07","date_gmt":"2026-04-15T16:36:07","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=28163"},"modified":"2026-04-15T13:36:07","modified_gmt":"2026-04-15T16:36:07","slug":"ocde-geracao-atual-vive-mais-mas-com-multiplas-doencas-cronicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=28163","title":{"rendered":"OCDE: gera\u00e7\u00e3o atual vive mais, mas com m\u00faltiplas doen\u00e7as cr\u00f4nicas"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Doen\u00e7as n\u00e3o transmiss\u00edveis (DNTs) est\u00e3o remodelando sociedades. Doen\u00e7as card\u00edacas, c\u00e2ncer, diabetes e doen\u00e7as pulmonares cr\u00f4nicas afetam atualmente milh\u00f5es de pessoas a mais do que na gera\u00e7\u00e3o anterior e a tend\u00eancia \u00e9 que esse cen\u00e1rio continue a piorar.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1686076&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1686076&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p><strong>As informa\u00e7\u00f5es integram relat\u00f3rio publicado nesta quarta-feira (15) pela Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE). O documento alerta que, na atual gera\u00e7\u00e3o, mais pessoas vivem mais tempo, mas frequentemente o fazem com m\u00faltiplas doen\u00e7as cr\u00f4nicas.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cAs DNTs encurtam vidas, afetam a qualidade de vida das pessoas e reduzem sua capacidade de trabalho. Isso aumenta os gastos com sa\u00fade e reduz a produtividade dos trabalhadores e o retorno econ\u00f4mico\u201d, destacou o documento.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>\u201cNo entanto, muitos desses impactos s\u00e3o evit\u00e1veis, por meio de a\u00e7\u00f5es sobre os fatores de risco \u00e0 sa\u00fade, diagn\u00f3stico precoce de doen\u00e7as e tratamento aprimorado\u201d, completou a OCDE.<\/strong><\/p>\n<p>A an\u00e1lise mostra que a preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as traz benef\u00edcios sociais e econ\u00f4micos muito maiores do que o tratamento tardio e que pa\u00edses que conseguem reduzir as taxas de condi\u00e7\u00f5es que figuram como principais riscos \u00e0 sa\u00fade, como obesidade e tabagismo, podem n\u00e3o apenas salvar vidas, mas aliviar a press\u00e3o sobre os or\u00e7amentos da sa\u00fade.<\/p>\n<h2>N\u00fameros<\/h2>\n<p><strong>O relat\u00f3rio ressalta que, apesar de d\u00e9cadas de esfor\u00e7os, as DNTs continuam a aumentar. Entre 1990 e 2023, a preval\u00eancia de c\u00e2ncer e de doen\u00e7a pulmonar obstrutiva cr\u00f4nica aumentou 36% e 49%, respectivamente, enquanto a preval\u00eancia de doen\u00e7as cardiovasculares aumentou mais de 27%.<\/strong><\/p>\n<p>Os dados mostram ainda que, em 2023, uma em cada dez pessoas que viviam em pa\u00edses-membros da OCDE tinha diabetes e uma em cada oito vivia com doen\u00e7a\u00a0cardiovascular.<\/p>\n<p>Para a OCDE, existem tr\u00eas raz\u00f5es principais para o aumento cont\u00ednuo da preval\u00eancia de DCNTs no mundo:<\/p>\n<p>&#8211; Embora tenha havido progresso na redu\u00e7\u00e3o de certos fatores de risco, como polui\u00e7\u00e3o do ar, tabagismo, consumo nocivo de \u00e1lcool e inatividade f\u00edsica, esse progresso foi prejudicado pelo aumento acentuado da obesidade.<\/p>\n<p>&#8211; A melhoria nas taxas de sobreviv\u00eancia, um ineg\u00e1vel sucesso em sa\u00fade p\u00fablica, significa que mais pessoas vivem por per\u00edodos mais longos com doen\u00e7as cr\u00f4nicas, aumentando a demanda por cuidados e a complexidade dos servi\u00e7os.<\/p>\n<p><strong>&#8211; O envelhecimento populacional significa que mais pessoas est\u00e3o atingindo as faixas et\u00e1rias em que as DCNTs s\u00e3o mais comuns.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cMesmo que a preval\u00eancia dos fatores de risco, as taxas de sobreviv\u00eancia e o tamanho da popula\u00e7\u00e3o permane\u00e7am constantes, o n\u00famero de novos casos de DCNT dever\u00e1 crescer 31% na OCDE entre 2026 e 2050, apenas devido ao envelhecimento populacional\u201d, alertou relat\u00f3rio.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u201cPrev\u00ea-se que a preval\u00eancia de multimorbidade [combina\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as cr\u00f4nicas ou agudas] aumente 75% na OCDE (70% na Uni\u00e3o Europeia) e que a despesa anual <em>per capita<\/em> com sa\u00fade relacionada com doen\u00e7as n\u00e3o transmiss\u00edveis cres\u00e7a mais de 50% na OCDE\u201d, concluiu a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-04\/ocde-geracao-atual-vive-mais-mas-com-multiplas-doencas-cronicas\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Doen\u00e7as n\u00e3o transmiss\u00edveis (DNTs) est\u00e3o remodelando sociedades. 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