{"id":28741,"date":"2026-04-28T04:57:23","date_gmt":"2026-04-28T07:57:23","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=28741"},"modified":"2026-04-28T04:57:23","modified_gmt":"2026-04-28T07:57:23","slug":"divida-publica-federal-cai-234-em-marco-e-volta-aos-r-86-trilhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=28741","title":{"rendered":"D\u00edvida P\u00fablica Federal cai 2,34% em mar\u00e7o e volta aos R$ 8,6 trilh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>O forte vencimento de t\u00edtulos vinculados \u00e0 Taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia) fez a D\u00edvida P\u00fablica Federal (DPF) cair em mar\u00e7o. Segundo n\u00fameros divulgados nesta segunda-feira (27) pelo Tesouro Nacional, <strong>a DPF passou de R$ 8,841 trilh\u00f5es em fevereiro para R$ 8,633 trilh\u00f5es no m\u00eas passado, queda de 2,34%.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1687434&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1687434&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Em agosto do ano passado, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$ 8 trilh\u00f5es. De acordo com o <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-01\/divida-publica-pode-alcancar-ate-r-103-trilhoes-em-2026\" target=\"_blank\">Plano Anual de Financiamento (PAF)<\/a>, apresentado em janeiro, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilh\u00f5es e R$ 10,3 trilh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>A D\u00edvida P\u00fablica Mobili\u00e1ria (em t\u00edtulos) interna (DPMFi) recuou 2,17%, passando de R$ 8,511 trilh\u00f5es em fevereiro para R$ 8,302 trilh\u00f5es em mar\u00e7o.<\/strong> No m\u00eas passado, o Tesouro resgatou R$ 302,32 bilh\u00f5es em t\u00edtulos a mais do que emitiu, principalmente em pap\u00e9is ligados \u00e0 Selic. A queda s\u00f3 n\u00e3o foi maior por causa da apropria\u00e7\u00e3o de R$ 93,01 bilh\u00f5es em juros.<\/p>\n<p>Por meio da apropria\u00e7\u00e3o de juros, o governo reconhece, m\u00eas a m\u00eas, a corre\u00e7\u00e3o dos juros que incide sobre os t\u00edtulos e incorpora o valor ao estoque da d\u00edvida p\u00fablica. Com a Taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia) em 14,75% ao ano, a apropria\u00e7\u00e3o de juros pressiona o endividamento do governo.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, o Tesouro emitiu R$ 93,29 bilh\u00f5es em t\u00edtulos da DPMFi. No entanto, com o alto volume de vencimentos em mar\u00e7o, os resgates foram muito maiores e somaram R$ 395,60 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>A D\u00edvida P\u00fablica Federal externa (DPFe) subiu 0,61%, passando de R$ 329,65 bilh\u00f5es em fevereiro para R$ 331,64 bilh\u00f5es em mar\u00e7o. <\/strong>Al\u00e9m da alta de 1,36% do d\u00f3lar no m\u00eas passado, provocada pelo in\u00edcio da guerra no Oriente M\u00e9dio, a d\u00edvida aumentou por causa de um empr\u00e9stimo de R$ 6,88 bilh\u00f5es com organismos internacionais no m\u00eas passado.<\/p>\n<h2>Colch\u00e3o<\/h2>\n<p><strong>Ap\u00f3s uma alta em janeiro, o colch\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica (reserva financeira usada em momentos de turbul\u00eancia ou de forte concentra\u00e7\u00e3o de vencimentos) caiu em mar\u00e7o. Essa reserva passou de R$ 1,192 trilh\u00e3o em fevereiro para R$ 885 bilh\u00f5es.<\/strong> O principal motivo, segundo o Tesouro Nacional, foi o resgate l\u00edquido (resgates menos emiss\u00f5es) no m\u00eas passado. No entanto, a recompra de R$ 49 bilh\u00f5es em t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica nos primeiros dias da guerra no Oriente M\u00e9dio, para estabilizar o mercado, tamb\u00e9m contribuiu.<\/p>\n<p>Atualmente, o colch\u00e3o cobre 5,69 meses de vencimentos da d\u00edvida p\u00fablica. Nos pr\u00f3ximos 12 meses, est\u00e1 previsto o vencimento de R$ 1,68 trilh\u00e3o em t\u00edtulos federais.<\/p>\n<h2>Composi\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Com o forte vencimento de t\u00edtulos vinculados \u00e0 Selic, a composi\u00e7\u00e3o da DPF variou da seguinte forma de fevereiro para mar\u00e7o:<\/p>\n<ul>\n<li>T\u00edtulos vinculados \u00e0\u00a0Selic: 49,1% para 47,71%;<\/li>\n<li>T\u00edtulos corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o: 25,85% para 26,67%;<\/li>\n<li>T\u00edtulos prefixados: 21,33% para 21,80%;<\/li>\n<li>T\u00edtulos vinculados ao c\u00e2mbio: 3,71% para 3,83%.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O PAF prev\u00ea que os t\u00edtulos encerrar\u00e3o o ano nos seguintes intervalos:<\/p>\n<ul>\n<li>T\u00edtulos vinculados \u00e0\u00a0Selic: 46% a 50%;<\/li>\n<li>T\u00edtulos corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o: 23% a 27%;<\/li>\n<li>T\u00edtulos prefixados: 21% a 25%;<\/li>\n<li>T\u00edtulos vinculados ao c\u00e2mbio: 3% a 7%.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Normalmente, os pap\u00e9is prefixados (com taxas definidas no momento da emiss\u00e3o) indicam mais previsibilidade para a d\u00edvida p\u00fablica, porque as taxas s\u00e3o definidas com anteced\u00eancia. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emiss\u00f5es caem porque os investidores pedem juros muito altos, o que comprometeria a administra\u00e7\u00e3o da d\u00edvida do governo.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos pap\u00e9is vinculados \u00e0 Selic (juros b\u00e1sicos da economia), esses t\u00edtulos est\u00e3o atraindo o interesse dos compradores por causa das altas promovidas pelo Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria do Banco Central (Copom) at\u00e9 meados do ano passado. A d\u00edvida cambial \u00e9 composta por antigos t\u00edtulos da d\u00edvida interna corrigidos em d\u00f3lar e pela d\u00edvida externa.<\/p>\n<h2>Prazo<\/h2>\n<p><strong>O prazo m\u00e9dio da DPF subiu de 4 para 4,1 anos.<\/strong> O Tesouro s\u00f3 fornece a estimativa em anos, n\u00e3o em meses. Esse \u00e9 o intervalo m\u00e9dio que o governo leva para renovar (refinanciar) a d\u00edvida p\u00fablica. Prazos maiores indicam mais confian\u00e7a dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.<\/p>\n<h2>Detentores<\/h2>\n<p>A composi\u00e7\u00e3o dos detentores da D\u00edvida P\u00fablica Federal interna ficou a seguinte:<\/p>\n<ul>\n<li>Institui\u00e7\u00f5es financeiras: 31,47% do estoque;<\/li>\n<li>Fundos de pens\u00e3o: 23%;<\/li>\n<li>Fundos de investimentos: 20,86%;<\/li>\n<li>N\u00e3o residentes (estrangeiros): 10,7%<\/li>\n<li>Demais grupos: 13,97%.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Apesar da maior tens\u00e3o no mercado financeiro em mar\u00e7o, com a guerra no Oriente M\u00e9dio, a participa\u00e7\u00e3o dos n\u00e3o residentes (estrangeiros) oscilou levemente em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro, quando estava em 10,74%. Quanto maior a fatia de estrangeiros na d\u00edvida interna, maior a confian\u00e7a no Brasil.<\/p>\n<p><strong>Por meio da d\u00edvida p\u00fablica, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma corre\u00e7\u00e3o, que pode seguir a taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia), a infla\u00e7\u00e3o, o d\u00f3lar ou ser prefixada (definida com anteced\u00eancia).<\/strong><\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-04\/divida-publica-federal-cai-234-em-marco-e-volta-aos-r-86-trilhoes\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O forte vencimento de t\u00edtulos vinculados \u00e0 Taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia) fez a D\u00edvida P\u00fablica Federal (DPF) cair em mar\u00e7o. Segundo n\u00fameros divulgados nesta segunda-feira (27) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,841 trilh\u00f5es em fevereiro para R$ 8,633 trilh\u00f5es no m\u00eas passado, queda de 2,34%. 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