{"id":29264,"date":"2026-05-08T03:49:51","date_gmt":"2026-05-08T06:49:51","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=29264"},"modified":"2026-05-08T03:49:51","modified_gmt":"2026-05-08T06:49:51","slug":"com-tarifas-exportacoes-para-estados-unidos-caem-113-em-abril","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=29264","title":{"rendered":"Com tarifas, exporta\u00e7\u00f5es para Estados Unidos caem 11,3% em abril"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para os Estados Unidos recuaram 11,3% em abril na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano passado, enquanto as vendas para a China cresceram 32,5% no per\u00edodo. <\/strong>Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (7) pela Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior (Secex), vinculada ao Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (Mdic).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1688751&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1688751&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>As vendas para os Estados Unidos somaram US$ 3,121 bilh\u00f5es em abril deste ano, ante US$ 3,517 bilh\u00f5es registrados em abril de 2025. <strong>As importa\u00e7\u00f5es de produtos norte-americanos ca\u00edram 18,1%, passando de US$ 3,780 bilh\u00f5es para US$ 3,097 bilh\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Com esses n\u00fameros, a balan\u00e7a comercial entre Brasil e Estados Unidos fechou abril com super\u00e1vit de US$ 20 milh\u00f5es para o lado brasileiro.<\/strong><\/p>\n<h2>Tarifas pesam<\/h2>\n<p><strong>Esta foi a nona queda consecutiva nas exporta\u00e7\u00f5es brasileiras ao mercado norte-americano desde a imposi\u00e7\u00e3o da sobretaxa de 50% aplicada pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump, em meados de 2025.<\/strong><\/p>\n<p>Apesar da retirada de parte dos produtos brasileiros da lista tarif\u00e1ria no fim do ano passado, o <strong>Mdic estima que 22% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras continuem sujeitas \u00e0s taxas impostas em julho de 2025.<\/strong> O grupo inclui itens submetidos apenas \u00e0 tarifa adicional de 40% e tamb\u00e9m produtos que acumulam a al\u00edquota extra com a taxa-base de 10%.<\/p>\n<p>Segundo o diretor do Departamento de Estat\u00edsticas e Estudos de Com\u00e9rcio Exterior, Herlon Brand\u00e3o, os n\u00fameros indicam uma recupera\u00e7\u00e3o gradual do fluxo comercial.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cAinda observamos redu\u00e7\u00e3o da exporta\u00e7\u00e3o, mas ele vem se recuperando ao longo dos meses. Neste ano, superamos US$ 3 bilh\u00f5es ap\u00f3s v\u00e1rios meses abaixo desse patamar\u201d, afirmou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Avan\u00e7o chin\u00eas<\/h2>\n<p>Na dire\u00e7\u00e3o oposta, <strong>as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para a China cresceram 32,5% em abril<\/strong>, alcan\u00e7ando US$ 11,610 bilh\u00f5es, contra US$ 8,763 bilh\u00f5es no mesmo m\u00eas de 2025.<\/p>\n<p><strong>As importa\u00e7\u00f5es vindas do pa\u00eds asi\u00e1tico tamb\u00e9m avan\u00e7aram, com alta de 20,7%,<\/strong> passando de US$ 5,018 bilh\u00f5es para US$ 6,054 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>O resultado garantiu ao Brasil um super\u00e1vit comercial de US$ 5,56 bilh\u00f5es com a China no quarto m\u00eas do ano.<\/strong><\/p>\n<p>De janeiro a abril, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para o mercado chin\u00eas cresceram 25,4%, totalizando US$ 35,61 bilh\u00f5es. As importa\u00e7\u00f5es tiveram leve queda de 0,4%, somando US$ 23,96 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Com isso, o super\u00e1vit brasileiro com a China no per\u00edodo atingiu US$ 11,65 bilh\u00f5es.<\/p>\n<h2>Petr\u00f3leo recua<\/h2>\n<p>O diretor da Secex tamb\u00e9m comentou a queda nas exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de petr\u00f3leo bruto registrada no m\u00eas passado. <strong>Segundo Herlon Brand\u00e3o, o movimento est\u00e1 relacionado \u00e0 volatilidade do mercado internacional e n\u00e3o ao imposto de exporta\u00e7\u00e3o criado pelo governo para financiar a redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do diesel.<\/strong><\/p>\n<p>A medida foi adotada em meio \u00e0 alta internacional do petr\u00f3leo provocada pela guerra no Ir\u00e3.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201c\u00c9 poss\u00edvel que observemos esse aumento de novo no m\u00eas seguinte. Ent\u00e3o acredito que n\u00e3o seja poss\u00edvel atribuir uma quest\u00e3o do imposto de exporta\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo bruto\u201d, disse.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Brand\u00e3o afirmou ainda que o Brasil mant\u00e9m competitividade no setor petrol\u00edfero devido ao baixo custo de produ\u00e7\u00e3o e \u00e0 forte demanda externa, o que pode favorecer uma retomada das exporta\u00e7\u00f5es j\u00e1 em maio.<\/p>\n<p>Em abril, as exporta\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo bruto subiram mais de 10% em rela\u00e7\u00e3o a abril do ano passado, mas a alta tem a ver com o aumento de 23,7% dos pre\u00e7os m\u00e9dios, influenciados pela guerra no Oriente M\u00e9dio. O volume exportado recuou 10,6% no \u00faltimo m\u00eas, segundo a Secex.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-05\/com-tarifas-exportacoes-para-estados-unidos-caem-113-em-abril\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para os Estados Unidos recuaram 11,3% em abril na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano passado, enquanto as vendas para a China cresceram 32,5% no per\u00edodo. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (7) pela Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior (Secex), vinculada ao Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (Mdic). 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