{"id":29716,"date":"2026-05-15T21:14:36","date_gmt":"2026-05-16T00:14:36","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=29716"},"modified":"2026-05-15T21:14:36","modified_gmt":"2026-05-16T00:14:36","slug":"obesidade-se-torna-principal-fator-de-risco-a-saude-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=29716","title":{"rendered":"Obesidade se torna principal fator de risco \u00e0 sa\u00fade no Brasil"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>A <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/tags\/obesidade\" target=\"_blank\">obesidade<\/a>\u00a0se tornou o maior fator de risco para a sa\u00fade no Brasil, superando a hipertens\u00e3o, que foi o elemento de maior preocupa\u00e7\u00e3o por d\u00e9cadas.\u00a0<br \/>Agora, a press\u00e3o alta est\u00e1 em segundo lugar, seguida do quesito glicemia elevada.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1689599&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1689599&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Esse \u00e9 um dos destaques da an\u00e1lise nacional do Estudo Global sobre Carga de Doen\u00e7as, feito por milhares de pesquisadores de todo o mundo, cobrindo mais de 200 pa\u00edses.\u00a0<\/p>\n<p><strong>O diagn\u00f3stico brasileiro foi publicado na edi\u00e7\u00e3o de maio da revista cient\u00edfica <a href=\"https:\/\/www.thelancet.com\/journals\/lanam\/article\/PIIS2667-193X(26)00071-2\/fulltext?dgcid=raven_jbs_etoc_feature_lanam\" target=\"_blank\"><em>The Lancet Regional Health &#8211; Americas<\/em><\/a>.\u00a0<\/strong>O levantamento enfatiza\u00a0que a popula\u00e7\u00e3o\u00a0passou por grandes mudan\u00e7as no estilo de vida nas \u00faltimas d\u00e9cadas, como aumento da urbaniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio contribuiu para reduzir os n\u00edveis de atividade f\u00edsica, adotar dietas hipercal\u00f3ricas, ricas em sal e com excesso de alimentos ultraprocessados.<\/p>\n<p>O endocrinologista Alexandre Hohl, membro da <a href=\"https:\/\/abeso.org.br\/\" target=\"_blank\">Associa\u00e7\u00e3o Brasileira para o Estudo da Obesidade e S\u00edndrome Metab\u00f3lica (Abeso)<\/a> e da <a href=\"https:\/\/www.endocrino.org.br\/\" target=\"_blank\">Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia<\/a>, tamb\u00e9m destaca essas mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>Segundo ele, esses comportamentos contribuem para que os brasileiros vivam em um &#8220;ambiente obesog\u00eanico&#8221;. Para ele, a obesidade \u00e9 um dos maiores desafios de sa\u00fade p\u00fablica que o pa\u00eds precisa enfrentar.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;A obesidade n\u00e3o \u00e9 apenas excesso de peso, mas uma doen\u00e7a cr\u00f4nica inflamat\u00f3ria e metab\u00f3lica que aumenta simultaneamente o risco de diabetes tipo 2, hipertens\u00e3o, infarto, AVC e v\u00e1rios tipos de c\u00e2ncer.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>N\u00fameros<\/h2>\n<p><strong>Essas altera\u00e7\u00f5es\u00a0no estilo de vida e suas consequ\u00eancias ficam evidentes na compara\u00e7\u00e3o com os dados mais antigos apresentados, de 1990. Naquele ano, os tr\u00eas maiores fatores de risco eram a hipertens\u00e3o, seguida pelo tabagismo e a polui\u00e7\u00e3o por materiais particulados no ar.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O \u00cdndice de Massa Corporal (IMC) elevado, o principal indicador da obesidade, figurava em s\u00e9timo lugar e a glicemia elevada, em sexto. Em 2023, a obesidade passa a ocupar a primeira posi\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s crescimento constante no risco atribu\u00eddo, que acumulou 15,3% desde 1990.<\/p>\n<p>A compara\u00e7\u00e3o entre 1990 e 2023 traz boas e m\u00e1s not\u00edcias: por um lado, o risco de morte ou de perda de qualidade de vida causado pela polui\u00e7\u00e3o particulada do ar caiu 69,5%.\u00a0<\/p>\n<p>Por outro, a queda tamb\u00e9m foi expressiva, de aproximadamente 60%, nos casos do tabagismo, prematuridade e baixo peso ao nascer e alto \u00edndice de colesterol LDL.<\/p>\n<p>Por\u00e9m,\u00a0de 2021 a 2023, o risco por tabagismo apresentou um ligeiro aumento de 0,2%, ap\u00f3s muitos anos de queda sustentada.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Chama aten\u00e7\u00e3o ainda o risco atribu\u00eddo \u00e0 viol\u00eancia sexual durante a inf\u00e2ncia, que aumentou quase 24%. Este fator aparecia na 25\u00aa posi\u00e7\u00e3o em 1990\u00a0e saltou para o 10\u00ba em 2023.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Veja a lista atual de maiores fatores de risco \u00e0 mortalidade ou perda da qualidade de vida:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>\u00cdndice de massa corporal elevado;<\/li>\n<li>Hipertens\u00e3o;<\/li>\n<li>Glicemia elevada;<\/li>\n<li>Tabagismo;<\/li>\n<li>Prematuridade ou baixo peso ao nascer;<\/li>\n<li>Abuso de \u00e1lcool;<\/li>\n<li>Polui\u00e7\u00e3o particulada do ar;<\/li>\n<li>Mau funcionamento dos rins;<\/li>\n<li>Colesterol alto;<\/li>\n<li>Viol\u00eancia sexual na inf\u00e2ncia.<\/li>\n<\/ol>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-05\/obesidade-se-torna-principal-fator-de-risco-saude-no-brasil\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A obesidade\u00a0se tornou o maior fator de risco para a sa\u00fade no Brasil, superando a hipertens\u00e3o, que foi o elemento de maior preocupa\u00e7\u00e3o por d\u00e9cadas.\u00a0Agora, a press\u00e3o alta est\u00e1 em segundo lugar, seguida do quesito glicemia elevada. 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