{"id":33558,"date":"2026-07-25T20:34:46","date_gmt":"2026-07-25T23:34:46","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=33558"},"modified":"2026-07-25T20:34:46","modified_gmt":"2026-07-25T23:34:46","slug":"ruinas-seculares-e-uma-moderna-base-de-foguetes-o-destino-maranhense-que-une-passado-e-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=33558","title":{"rendered":"Ru\u00ednas seculares e uma moderna base de foguetes: o destino maranhense que une passado e futuro"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Poucos munic\u00edpios do mundo conseguem reunir, no mesmo territ\u00f3rio, um pelourinho do <strong>s\u00e9culo XVIII<\/strong>, uma igreja matriz que nunca ganhou telhado e um espa\u00e7oporto ativo. <strong>Alc\u00e2ntara<\/strong>, no <strong>Maranh\u00e3o<\/strong>, foi fundada em <strong>1648<\/strong> sobre a antiga aldeia tupinamb\u00e1 de <strong>Tapuitapera<\/strong>, virou uma das cidades mais ricas do Brasil colonial e hoje guarda cerca de 400 im\u00f3veis de valor hist\u00f3rico numa faixa de terra que tamb\u00e9m abriga o <strong>Centro de Lan\u00e7amento de Alc\u00e2ntara<\/strong>, base de foguetes mais pr\u00f3xima da <strong>Linha do Equador<\/strong> em todo o continente americano. Do outro lado da <strong>Ba\u00eda de S\u00e3o Marcos<\/strong>, a 32 km de <strong>S\u00e3o Lu\u00eds<\/strong>, a vila oferece um dos contrastes urbanos mais improv\u00e1veis do pa\u00eds.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como Alc\u00e2ntara ficou t\u00e3o rica no ciclo do algod\u00e3o?<\/h2>\n<p>A antiga aldeia tupinamb\u00e1 foi ocupada por portugueses em 1648, quando se ergueu a <strong>Vila de Santo Ant\u00f4nio de Alc\u00e2ntara<\/strong>. Nas d\u00e9cadas seguintes, a regi\u00e3o se firmou como um dos principais polos de engenhos de a\u00e7\u00facar, sal e algod\u00e3o do Norte do Brasil. Segundo o <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/iphan\/pt-br\/superintendencias\/maranhao\/patrimonio-material\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (IPHAN)<\/strong><\/a>, a aristocracia rural agroexportadora do algod\u00e3o fez com que a cidade vivesse um longo per\u00edodo de ascens\u00e3o econ\u00f4mica ao lado da prosperidade de todo o estado do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>Os filhos das fam\u00edlias mais ricas eram enviados a <strong>Coimbra<\/strong>, em <strong>Portugal<\/strong>, e a outros centros universit\u00e1rios europeus. O regresso trazia influ\u00eancia arquitet\u00f4nica que moldou palacetes, igrejas e fontes. Segundo o <a href=\"http:\/\/portal.iphan.gov.br\/pagina\/detalhes\/345\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>IPHAN<\/strong><\/a>, o tombamento se justificou pela exist\u00eancia de um importante conjunto da arquitetura colonial luso-brasileira, consolidado ao longo do s\u00e9culo XVII. A aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o e o fim do ciclo algodoeiro, na segunda metade do <strong>s\u00e9culo XIX<\/strong>, esvaziaram a cidade e paralisaram no tempo o casario.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Alcantara_-_01-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-159129\" srcset=\"https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Alcantara_-_01-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Alcantara_-_01-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Alcantara_-_01-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Alcantara_-_01-750x422.jpg 750w, https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Alcantara_-_01-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Alcantara_-_01.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Alc\u00e2ntara, Maranh\u00e3o \/\/ Cr\u00e9ditos: Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que a Igreja Matriz de S\u00e3o Matias nunca ganhou telhado?<\/h2>\n<p>No <strong>s\u00e9culo XIX<\/strong>, correu na regi\u00e3o o rumor de que <strong>Dom Pedro II<\/strong> visitaria Alc\u00e2ntara. A elite local, ainda em resqu\u00edcio de riqueza, come\u00e7ou a erguer edif\u00edcios monumentais para receber o imperador, entre eles um pal\u00e1cio imperial e a nova <strong>Igreja Matriz de S\u00e3o Matias<\/strong>. A visita nunca aconteceu, e a crise financeira que se seguiu \u00e0 derrocada do algod\u00e3o interrompeu as obras. As paredes laterais em pedra e cal ficaram de p\u00e9, mas o teto nunca foi colocado.<\/p>\n<p>Hoje, o c\u00e9u maranhense entra pelo v\u00e3o aberto do templo e funciona como cobertura natural. As <strong>Ru\u00ednas da Igreja Matriz de S\u00e3o Matias<\/strong>, na <strong>Pra\u00e7a da Matriz<\/strong>, viraram um dos cart\u00f5es-postais mais fotografados da cidade. Ao lado ficam as <strong>Ru\u00ednas do Pal\u00e1cio Negro<\/strong>, tamb\u00e9m inacabadas, s\u00edmbolos da cidade que enriqueceu r\u00e1pido e empobreceu ainda mais r\u00e1pido.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Alcantara_3-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-159131\" srcset=\"https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Alcantara_3-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Alcantara_3-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Alcantara_3-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Alcantara_3-750x422.jpg 750w, https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Alcantara_3-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Alcantara_3.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Alc\u00e2ntara, Maranh\u00e3o \/\/ Cr\u00e9ditos: Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 o pelourinho mais bem conservado do Brasil?<\/h2>\n<p>Tamb\u00e9m na Pra\u00e7a da Matriz, o <strong>pelourinho de Alc\u00e2ntara<\/strong> foi talhado em <strong>pedra de lioz<\/strong> vinda de Portugal e ainda mant\u00e9m no topo as armas da coroa portuguesa em relevo. \u00c9 considerado o pelourinho colonial mais bem preservado do pa\u00eds. O objeto era o s\u00edmbolo do poder das autoridades locais e do castigo p\u00fablico a escravizados, e sua perman\u00eancia intacta \u00e9 rara mesmo entre as cidades hist\u00f3ricas brasileiras.<\/p>\n<p>A conserva\u00e7\u00e3o do pelourinho ajudou a definir o valor patrimonial do centro hist\u00f3rico. Alc\u00e2ntara foi tombada pelo IPHAN em <strong>29 de dezembro de 1948<\/strong>, sob o processo 390-T-1948, e recebeu o t\u00edtulo de <strong>Cidade Monumento Nacional<\/strong> por decreto do mesmo ano. Foi a primeira cidade maranhense a receber essa prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como o Centro de Lan\u00e7amento de Alc\u00e2ntara virou o mais estrat\u00e9gico das Am\u00e9ricas?<\/h2>\n<p>A 20 km do centro hist\u00f3rico, o <strong>Centro de Lan\u00e7amento de Alc\u00e2ntara (CLA)<\/strong> come\u00e7ou a operar em <strong>1989<\/strong>, sob administra\u00e7\u00e3o da <strong>For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira (FAB)<\/strong> e integra\u00e7\u00e3o com a <strong>Ag\u00eancia Espacial Brasileira (AEB)<\/strong>. A escolha do local n\u00e3o foi pol\u00edtica: foi geogr\u00e1fica. A base opera a cerca de <strong>2\u00b018\u2032<\/strong> de latitude Sul, a posi\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima da <strong>Linha do Equador<\/strong> entre todas as bases de lan\u00e7amento das Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p>Quanto mais pr\u00f3ximo do Equador, mais o foguete se beneficia da velocidade de rota\u00e7\u00e3o da Terra na dire\u00e7\u00e3o da \u00f3rbita, o que permite lan\u00e7ar cargas com menos combust\u00edvel. Esse ganho t\u00e9cnico coloca o CLA em uma categoria compartilhada apenas com o <strong>Centro Espacial da Guiana<\/strong>, em <strong>Kourou<\/strong>, na <strong>Guiana Francesa<\/strong>. Segundo o <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/iphan\/pt-br\/assuntos\/noticias\/parceria-entre-iphan-e-mcti-une-patrimonio-cultural-e-tecnologia-em-alcantara-ma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>IPHAN<\/strong><\/a>, o mesmo munic\u00edpio re\u00fane o conjunto arquitet\u00f4nico tombado em 1948 e o espa\u00e7oporto da AEB, uma combina\u00e7\u00e3o sem paralelo no pa\u00eds.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que ver no centro hist\u00f3rico de Alc\u00e2ntara?<\/h2>\n<p>Ruas de pedra, sobrados com fachadas de azulejo portugu\u00eas e conventos col\u00f4nias marcam o passeio a p\u00e9 pelo centro. Confira os principais pontos:<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Ru\u00ednas da Igreja Matriz de S\u00e3o Matias<\/strong>: obra inacabada do s\u00e9culo XIX, com paredes sem telhado emoldurando o c\u00e9u.<\/li>\n<li><strong>Pelourinho<\/strong>: colocado na Pra\u00e7a da Matriz em pedra de lioz, considerado o mais bem preservado do Brasil.<\/li>\n<li><strong>Igreja e Convento de Nossa Senhora do Carmo<\/strong>: fundada em <strong>1665<\/strong> pelos <strong>Carmelitas Cal\u00e7ados<\/strong>, em frente \u00e0 Pra\u00e7a da Matriz.<\/li>\n<li><strong>Casa da C\u00e2mara e Cadeia<\/strong>: sede administrativa colonial, com escadaria e balc\u00e3o originais.<\/li>\n<li><strong>Museu Hist\u00f3rico e Art\u00edstico de Alc\u00e2ntara<\/strong>: acervo com objetos coloniais, azulejos e mobili\u00e1rio do ciclo do algod\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Casa do Divino<\/strong>: espa\u00e7o da tradicional <strong>Festa do Divino Esp\u00edrito Santo<\/strong>, uma das mais antigas do pa\u00eds.<\/li>\n<li><strong>Ilha do Livramento<\/strong>: praia considerada uma das mais bonitas do munic\u00edpio, com acesso por barco.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Este v\u00eddeo do canal <strong>DEVA NO AR<\/strong>, com <strong>67 mil visualiza\u00e7\u00f5es<\/strong>, apresenta um vlog detalhado sobre <strong>Alc\u00e2ntara (Maranh\u00e3o)<\/strong>, uma cidade hist\u00f3rica rica em ru\u00ednas, arquitetura colonial e mem\u00f3rias do per\u00edodo imperial brasileiro.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\">\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<p><iframe title=\"ALC\u00c2NTARA MARANH\u00c3O - A INCR\u00cdVEL CIDADE DAS RU\u00cdNAS\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/BGRrrYjByTc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<\/div>\n<\/figure>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qual a melhor \u00e9poca para visitar Alc\u00e2ntara?<\/h2>\n<p>O clima equatorial litor\u00e2neo entrega temperaturas altas e umidade elevada o ano inteiro, com duas esta\u00e7\u00f5es definidas pela chuva. Confira abaixo as m\u00e9dias das esta\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p><!-- ============================================================ --><br \/>\n<!-- ===== IN&Iacute;CIO BLOCO CLIM&Aacute;TICO: DESTINO (PORTAL UAI - ALC&Acirc;NTARA) ===== --><br \/>\n<!-- ============================================================ --><\/p>\n<div class=\"google-auto-ads-ignore ant-grid\" style=\"box-sizing: border-box; width: 100%; max-width: 980px; font-family: 'Segoe UI', Roboto, Helvetica, Arial, sans-serif;\">\n<p>    <!-- CARD VER&Atilde;O --><\/p>\n<div class=\"ant-card\">\n<div class=\"ant-body\">\n            <span class=\"ant-mes\">Dez-Fev<\/span><br \/>\n            <span class=\"ant-temp\">24-31\u00b0C<\/span><\/p>\n<p>\u2614 Alta<\/p>\n<p>Temperaturas elevadas ideais para visitar o Museu Hist\u00f3rico e o centro de compras.<\/p>\n<p><span>MUSEU HIST\u00d3RICO<\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>    <!-- CARD OUTONO --><\/p>\n<div class=\"ant-card\">\n<div class=\"ant-body\">\n            <span class=\"ant-mes\">Mar-Mai<\/span><br \/>\n            <span class=\"ant-temp\">24-30\u00b0C<\/span><\/p>\n<p>\u2614 Muito alta<\/p>\n<p>Per\u00edodo de chuvas intensas prop\u00edcio para conhecer as igrejas coloniais e a Casa do Divino.<\/p>\n<p><span>IGREJAS COLONIAIS<\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>    <!-- CARD INVERNO (DESTAQUE \/ MELHOR) --><\/p>\n<div class=\"ant-card ant-card-destaque\">\n<div class=\"ant-body\">\n            <span class=\"ant-mes\">Jun-Ago<\/span><br \/>\n            <span class=\"ant-temp\">24-32\u00b0C<\/span><\/p>\n<p>\u2600\ufe0f Baixa<\/p>\n<p><strong>Ideal!<\/strong> \u00c9poca de menor incid\u00eancia de chuvas perfeita para explorar as Ru\u00ednas da Matriz e a Ilha do Livramento.<\/p>\n<p><span>RU\u00cdNAS DA MATRIZ<\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>    <!-- CARD PRIMAVERA --><\/p>\n<div class=\"ant-card\">\n<div class=\"ant-body\">\n            <span class=\"ant-mes\">Set-Nov<\/span><br \/>\n            <span class=\"ant-temp\">24-33\u00b0C<\/span><\/p>\n<p>\u2600\ufe0f Muito baixa<\/p>\n<p>Dias quentes e secos excelentes para belos passeios de barco e curtir as praias.<\/p>\n<p><span>PASSEIOS DE BARCO<\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p><!-- ============================================================ --><br \/>\n<!-- ===== FIM BLOCO CLIM&Aacute;TICO: DESTINO (PORTAL UAI - ALC&Acirc;NTARA) ===== --><br \/>\n<!-- ============================================================ --><\/p>\n<p><em>Temperaturas aproximadas com base no <a href=\"https:\/\/www.climatempo.com.br\/previsao-do-tempo\/cidade\/5632\/alcantara-ma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Climatempo<\/strong><\/a>. Condi\u00e7\u00f5es podem variar.<\/em><\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como chegar a Alc\u00e2ntara?<\/h2>\n<p>O acesso mais comum \u00e9 por barco a partir de <strong>S\u00e3o Lu\u00eds<\/strong>. Embarca\u00e7\u00f5es regulares saem do <strong>Cais da Praia Grande<\/strong>, no centro hist\u00f3rico da capital, com travessia de cerca de 1h20 pela Ba\u00eda de S\u00e3o Marcos. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel chegar por rodovia, em trajeto mais longo, com passagem por balsa em <strong>Cujupe<\/strong>. O <strong>Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado<\/strong>, em S\u00e3o Lu\u00eds, \u00e9 o principal ponto de chegada a\u00e9reo para quem parte de outros estados.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.uai.com.br\/cidades\/2026\/07\/24\/a-cidade-mineira-que-esconde-o-maior-dinossauro-do-pais-e-acaba-de-virar-um-tesouro-mundial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A cidade mineira que esconde o maior dinossauro do pa\u00eds e acaba de virar um tesouro mundial<\/a><\/strong><\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um mapa \u00fanico no mundo: pedra colonial e foguete no mesmo munic\u00edpio<\/h2>\n<p>Poucos lugares no planeta conseguem reunir, dentro dos mesmos limites municipais, um pelourinho colonial em pedra de lioz do s\u00e9culo XVIII e um espa\u00e7oporto em opera\u00e7\u00e3o. Alc\u00e2ntara nasceu no ciclo do algod\u00e3o, enriqueceu com engenhos e desabou quando o algod\u00e3o americano tomou o mercado europeu depois da aboli\u00e7\u00e3o. As ru\u00ednas ficaram, o pelourinho ficou, e a geografia se encarregou de conectar essa heran\u00e7a do passado a um centro que aproveita a rota\u00e7\u00e3o da Terra para lan\u00e7ar foguetes.<\/p>\n<p>Na escala humana, dois s\u00e9culos entre uma igreja sem telhado e um foguete que decola parecem uma dist\u00e2ncia enorme; em Alc\u00e2ntara, \u00e9 justamente essa dist\u00e2ncia que faz o mapa do munic\u00edpio ser um dos mais improv\u00e1veis do Brasil.<\/p>\n<p><!-- CONTENT END 1 --><\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uai.com.br\/cidades\/2026\/07\/25\/ruinas-seculares-e-uma-moderna-base-de-foguetes-o-destino-maranhense-que-une-passado-e-futuro\/\">Super Esportes<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Poucos munic\u00edpios do mundo conseguem reunir, no mesmo territ\u00f3rio, um pelourinho do s\u00e9culo XVIII, uma igreja matriz que nunca ganhou telhado e um espa\u00e7oporto ativo. 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