{"id":34581,"date":"2026-08-14T12:10:51","date_gmt":"2026-08-14T15:10:51","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=34581"},"modified":"2026-08-14T12:10:51","modified_gmt":"2026-08-14T15:10:51","slug":"ah-aquele-cachorrao-idoso-com-alzheimer-esquece-da-familia-mas-reconhece-o-cao-da-neta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=34581","title":{"rendered":"&#8220;Ah, aquele cachorr\u00e3o?&#8221;: idoso com Alzheimer esquece da fam\u00edlia, mas reconhece o c\u00e3o da neta"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>O <strong>Sr. Otac\u00edlio<\/strong>, diagnosticado com Alzheimer, j\u00e1 n\u00e3o reconhece pessoas da pr\u00f3pria fam\u00edlia. Mas, quando perguntaram se ele queria ver <strong>Benjamin<\/strong>, o border collie da neta <strong>Lara Silveira<\/strong>, sua resposta foi imediata: \u201cAh, aquele cachorr\u00e3o?\u201d. O reencontro dos dois, registrado em um v\u00eddeo que emocionou milhares de pessoas, \u00e9 um exemplo poderoso de como a <strong>mem\u00f3ria afetiva no Alzheimer<\/strong> pode preservar la\u00e7os profundos, mesmo quando outras lembran\u00e7as se apagam. <\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que a psicologia explica sobre a mem\u00f3ria afetiva no Alzheimer?<\/h2>\n<p>A doen\u00e7a de Alzheimer afeta principalmente a <strong>mem\u00f3ria recente<\/strong> e as fun\u00e7\u00f5es cognitivas, mas as mem\u00f3rias emocionais e afetivas tendem a ser mais resistentes. Isso acontece porque o <strong>sistema l\u00edmbico<\/strong>, respons\u00e1vel pelas emo\u00e7\u00f5es, \u00e9 menos afetado nos est\u00e1gios iniciais e intermedi\u00e1rios da doen\u00e7a. O v\u00ednculo com um animal de estima\u00e7\u00e3o, constru\u00eddo ao longo de anos de conviv\u00eancia, fica gravado em uma camada mais profunda da mente, que a doen\u00e7a demora mais para alcan\u00e7ar.<\/p>\n<p>Especialistas apontam que est\u00edmulos emocionais positivos, como o contato com animais, podem ajudar a reduzir a agita\u00e7\u00e3o e a ansiedade em pacientes com dem\u00eancia. No caso do Sr. Otac\u00edlio, a simples men\u00e7\u00e3o ao nome de Benjamin j\u00e1 foi suficiente para despertar uma rea\u00e7\u00e3o de alegria uma prova de que a mem\u00f3ria afetiva pode ser mais forte do que o esquecimento.<\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-captioned=\"\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DaiYYtIO7C_\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\"\/>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que o v\u00ednculo com animais de estima\u00e7\u00e3o resiste ao Alzheimer?<\/h2>\n<p>Tr\u00eas pilares sustentam essa resist\u00eancia. O primeiro \u00e9 a <strong>mem\u00f3ria procedural<\/strong>: o carinho e a intera\u00e7\u00e3o com o animal s\u00e3o repetidos diariamente, criando padr\u00f5es autom\u00e1ticos que o c\u00e9rebro n\u00e3o precisa \u201clembrar\u201d conscientemente. O segundo \u00e9 a <strong>ativa\u00e7\u00e3o emocional<\/strong>: o v\u00ednculo com o c\u00e3o gera a libera\u00e7\u00e3o de <strong>ocitocina<\/strong>, o horm\u00f4nio do amor e do bem-estar, que fortalece as conex\u00f5es neurais associadas a essa rela\u00e7\u00e3o. O terceiro \u00e9 a <strong>const\u00e2ncia do est\u00edmulo<\/strong>: enquanto as pessoas podem mudar de apar\u00eancia ou de comportamento, o cachorro mant\u00e9m uma presen\u00e7a est\u00e1vel e previs\u00edvel, o que ajuda o c\u00e9rebro a manter a refer\u00eancia.<\/p>\n<p>Organiza\u00e7\u00f5es que atuam com cuidados para idosos destacam que a presen\u00e7a de c\u00e3es no dia a dia de pessoas mais velhas traz benef\u00edcios como a cria\u00e7\u00e3o de rotina, a redu\u00e7\u00e3o da ansiedade e o est\u00edmulo \u00e0 intera\u00e7\u00e3o social. A cadela Twiglet, por exemplo, atua como c\u00e3o de terapia em uma institui\u00e7\u00e3o inglesa e adapta seu comportamento \u00e0s necessidades de cada morador, permanecendo ao lado daqueles que n\u00e3o est\u00e3o bem.<\/p>\n<div class=\"google-auto-ads-ignore vcard\">\n<div class=\"vc-item\">\n<p>&#13;<br \/>\n      <span class=\"vc-emoji\">\ud83e\udde0<\/span>&#13;<br \/>\n      <span class=\"vc-title\">Mem\u00f3ria procedural preservada<\/span>&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n      <span class=\"vc-desc\">A intera\u00e7\u00e3o repetida com o c\u00e3o cria padr\u00f5es autom\u00e1ticos que o c\u00e9rebro n\u00e3o precisa \u201clembrar\u201d conscientemente, resistindo ao apagamento causado pelo Alzheimer.<\/span>&#13;\n    <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"vc-item\">\n<p>&#13;<br \/>\n      <span class=\"vc-emoji\">\u2764\ufe0f<\/span>&#13;<br \/>\n      <span class=\"vc-title\">Ativa\u00e7\u00e3o emocional e ocitocina<\/span>&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n      <span class=\"vc-desc\">O v\u00ednculo com o animal libera ocitocina, fortalecendo as conex\u00f5es neurais associadas a essa rela\u00e7\u00e3o e criando uma \u00e2ncora emocional contra o esquecimento.<\/span>&#13;\n    <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"vc-item\">\n<p>&#13;<br \/>\n      <span class=\"vc-emoji\">\ud83d\udc3e<\/span>&#13;<br \/>\n      <span class=\"vc-title\">Presen\u00e7a est\u00e1vel e previs\u00edvel<\/span>&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n      <span class=\"vc-desc\">Enquanto as pessoas mudam, o cachorro mant\u00e9m uma presen\u00e7a constante, oferecendo ao c\u00e9rebro uma refer\u00eancia est\u00e1vel que facilita o reconhecimento.<\/span>&#13;\n    <\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como o reencontro entre o Sr. Otac\u00edlio e Benjamin emocionou o Brasil?<\/h2>\n<p>O v\u00eddeo publicado por Lara Silveira, neta do Sr. Otac\u00edlio, mostra o momento em que o idoso, ainda no carro, reage com entusiasmo ao ser perguntado se gostaria de ver Benjamin. Quando o border collie se aproxima, a alegria do av\u00f4 \u00e9 vis\u00edvel, e os dois retomam uma intera\u00e7\u00e3o constru\u00edda ao longo dos anos. A publica\u00e7\u00e3o acumulou milhares de coment\u00e1rios, com pessoas compartilhando relatos emocionantes de familiares que tamb\u00e9m mantiveram o v\u00ednculo com seus animais mesmo ap\u00f3s o diagn\u00f3stico de Alzheimer.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Rea\u00e7\u00e3o imediata do idoso ao ouvir o nome do cachorro<\/li>\n<li>Alegria vis\u00edvel no reencontro entre os dois<\/li>\n<li>Relatos de outras fam\u00edlias com situa\u00e7\u00f5es semelhantes<\/li>\n<li>O cachorro como ponte para a mem\u00f3ria afetiva<\/li>\n<li>A como\u00e7\u00e3o gerada pela hist\u00f3ria nas redes sociais<\/li>\n<\/ul>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Design-sem-nome-8-10-1024x576.png\" alt=\"&quot;Ah, aquele cachorr\u00e3o?&quot;: idoso com Alzheimer esquece da fam\u00edlia, mas reconhece o c\u00e3o da neta\" class=\"wp-image-166479\" srcset=\"https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Design-sem-nome-8-10-1024x576.png 1024w, https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Design-sem-nome-8-10-300x169.png 300w, https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Design-sem-nome-8-10-768x432.png 768w, https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Design-sem-nome-8-10-750x422.png 750w, https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Design-sem-nome-8-10-1140x641.png 1140w, https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Design-sem-nome-8-10.png 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u201cAh, aquele cachorr\u00e3o?\u201d: idoso com Alzheimer esquece nomes, mas reconhece c\u00e3o da neta \u2013 Cr\u00e9ditos: Instagram @benjamin.border<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais s\u00e3o os benef\u00edcios da conviv\u00eancia com c\u00e3es para idosos com Alzheimer?<\/h2>\n<p>Al\u00e9m de despertar mem\u00f3rias afetivas, a presen\u00e7a de um c\u00e3o traz benef\u00edcios concretos para a sa\u00fade de idosos com dem\u00eancia. A <strong>rotina<\/strong> de alimentar e cuidar do animal ajuda a estruturar o dia, dando um senso de prop\u00f3sito e responsabilidade. O contato f\u00edsico com o c\u00e3o reduz os n\u00edveis de <strong>cortisol<\/strong>, o horm\u00f4nio do estresse, e estimula a libera\u00e7\u00e3o de dopamina e serotonina, melhorando o humor e reduzindo a agita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Estudos mostram que a <strong>terapia assistida por animais<\/strong> pode melhorar o comportamento agressivo e estimular a intera\u00e7\u00e3o social em pacientes com Alzheimer. A cadela Twiglet, por exemplo, circula pelos ambientes, visita os quartos e acompanha os moradores em momentos como o caf\u00e9 da manh\u00e3, adaptando seu comportamento \u00e0s necessidades de cada pessoa.<\/p>\n<div class=\"google-auto-ads-ignore th-tbl\">\n<table>&#13;<\/p>\n<thead>&#13;<\/p>\n<tr>&#13;<\/p>\n<th>Benef\u00edcio da conviv\u00eancia com c\u00e3es<\/th>\n<p>&#13;<\/p>\n<th>Como se manifesta<\/th>\n<p>&#13;<\/p>\n<th>Impacto no idoso<\/th>\n<p>&#13;<br \/>\n      <\/tr>\n<p>&#13;\n    <\/thead>\n<p>&#13;<\/p>\n<tbody>&#13;<\/p>\n<tr>&#13;<\/p>\n<td data-label=\"Benef\u00edcio da conviv\u00eancia com c\u00e3es\">&#13;<br \/>\n          <span class=\"main\">Est\u00edmulo \u00e0 mem\u00f3ria afetiva<\/span>&#13;<br \/>\n          <span class=\"sub\">Reconhecimento e alegria<\/span>&#13;\n        <\/td>\n<p>&#13;<\/p>\n<td data-label=\"Como se manifesta\">O idoso reage com entusiasmo ao ver ou ouvir falar do animal<\/td>\n<p>&#13;<\/p>\n<td data-label=\"Impacto no idoso\"><span class=\"badge ok\">Melhora do humor e da qualidade de vida<\/span><\/td>\n<p>&#13;<br \/>\n      <\/tr>\n<p>&#13;<\/p>\n<tr>&#13;<\/p>\n<td data-label=\"Benef\u00edcio da conviv\u00eancia com c\u00e3es\">&#13;<br \/>\n          <span class=\"main\">Redu\u00e7\u00e3o da ansiedade<\/span>&#13;<br \/>\n          <span class=\"sub\">Efeito calmante<\/span>&#13;\n        <\/td>\n<p>&#13;<\/p>\n<td data-label=\"Como se manifesta\">O contato f\u00edsico com o c\u00e3o reduz a agita\u00e7\u00e3o e o estresse<\/td>\n<p>&#13;<\/p>\n<td data-label=\"Impacto no idoso\"><span class=\"badge alerta\">Menos epis\u00f3dios de agressividade e confus\u00e3o<\/span><\/td>\n<p>&#13;<br \/>\n      <\/tr>\n<p>&#13;<\/p>\n<tr>&#13;<\/p>\n<td data-label=\"Benef\u00edcio da conviv\u00eancia com c\u00e3es\">&#13;<br \/>\n          <span class=\"main\">Cria\u00e7\u00e3o de rotina<\/span>&#13;<br \/>\n          <span class=\"sub\">Estrutura\u00e7\u00e3o do dia<\/span>&#13;\n        <\/td>\n<p>&#13;<\/p>\n<td data-label=\"Como se manifesta\">Alimentar e cuidar do animal d\u00e1 um senso de prop\u00f3sito<\/td>\n<p>&#13;<\/p>\n<td data-label=\"Impacto no idoso\"><span class=\"badge neutro\">Maior estabilidade emocional e previsibilidade<\/span><\/td>\n<p>&#13;<br \/>\n      <\/tr>\n<p>&#13;<br \/>\n    <\/tbody>\n<p>&#13;<br \/>\n  <\/table>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que hist\u00f3rias como a do Sr. Otac\u00edlio e Benjamin nos ensinam sobre o poder do amor?<\/h2>\n<p>O reencontro entre o Sr. Otac\u00edlio e Benjamin \u00e9 mais do que uma hist\u00f3ria emocionante. \u00c9 um lembrete de que o amor n\u00e3o se apaga com o esquecimento. Ele pode se manifestar em um sorriso, em um olhar, em uma pergunta espont\u00e2nea: \u201cAh, aquele cachorr\u00e3o?\u201d. O Alzheimer pode roubar nomes, datas e rostos, mas n\u00e3o consegue apagar completamente a mem\u00f3ria do cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para as fam\u00edlias que convivem com a doen\u00e7a, hist\u00f3rias como essa s\u00e3o um f\u00f4lego de esperan\u00e7a. Elas mostram que, mesmo nos momentos mais dif\u00edceis, ainda h\u00e1 espa\u00e7o para a alegria e para a conex\u00e3o. E que, \u00e0s vezes, a melhor terapia n\u00e3o est\u00e1 em um consult\u00f3rio, mas em quatro patas e um rabo abanando.<\/p>\n<p><!-- CONTENT END 1 --><\/p><\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uai.com.br\/pets\/2026\/08\/14\/ah-aquele-cachorrao-idoso-com-alzheimer-esquece-da-familia-mas-reconhece-o-cao-da-neta\/\">Super Esportes<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Sr. Otac\u00edlio, diagnosticado com Alzheimer, j\u00e1 n\u00e3o reconhece pessoas da pr\u00f3pria fam\u00edlia. Mas, quando perguntaram se ele queria ver Benjamin, o border collie da neta Lara Silveira, sua resposta foi imediata: \u201cAh, aquele cachorr\u00e3o?\u201d. 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