{"id":35054,"date":"2026-08-23T11:15:30","date_gmt":"2026-08-23T14:15:30","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=35054"},"modified":"2026-08-23T11:15:30","modified_gmt":"2026-08-23T14:15:30","slug":"apostadores-de-bet-em-periferias-buscam-ajuda-apos-vida-virar-pesadelo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=35054","title":{"rendered":"Apostadores de bet em periferias buscam ajuda ap\u00f3s vida virar pesadelo"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>As lembran\u00e7as misturam-se como em um pesadelo. <strong>Kaio*, de 42 anos, lembra-se de uma madrugada silenciosa em julho em que o celular tocou com an\u00fancios de chances de apostas. Primeiro, ficou euf\u00f3rico. Aos poucos, engoliu em seco. Perdeu R$ 1 mil. Depois, R$ 2 mil. Em minutos, R$ 5 mil. Era justamente o dinheiro que um amigo o emprestou para que ele pagasse d\u00edvidas com agiotas por causa de outras apostas em <em>bets.<\/em><\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1700314&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1700314&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Ningu\u00e9m estava acordado em casa. Nem a esposa nem os dois filhos (um de 10 e outro de 4 anos). Eles estavam em sono profundo na casa simples em uma \u00e1rea perif\u00e9rica do Distrito Federal. Kaio anda pela casa. N\u00e3o era um pesadelo. Mas ele sentiu o ch\u00e3o se abrir. N\u00e3o ouviu as vozes das pessoas que ele ama ao clarear do dia. S\u00f3 pensou nas d\u00edvidas. Mas pensou em apostar mais para diminuir o preju\u00edzo.<\/p>\n<p>Quando o filho mais velho pediu que o levasse at\u00e9 a casa da av\u00f3, que acompanharia o garoto at\u00e9 a escola, Kaio concordou com a cabe\u00e7a. Ele continuou no celular.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cPareceu que se passaram poucos minutos. Quando olhei para tr\u00e1s, meu filho n\u00e3o estava mais\u201d. Isso porque havia se passado mais de tr\u00eas horas. \u201cEu perdi a no\u00e7\u00e3o de tudo. Inclusive do tempo\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Perder a no\u00e7\u00e3o de tempo \u00e9 um dos indicativos da\u00a0ludopatia, doen\u00e7a que consiste em um transtorno de controle dos impulsos para jogos. <\/strong>Desse tempo que Kaio viu voar, lembrou de quando tudo come\u00e7ou: dos momentos de descanso como motorista de uma prefeitura em uma cidade de Goi\u00e1s em que foi apresentado \u00e0s <em>bets<\/em>. De como se envolveu mais do que poderia e deveria. Entende que o v\u00edcio come\u00e7ou principalmente depois de apresentar sintomas de depress\u00e3o com a perda do pai para o c\u00e2ncer.<\/p>\n<h2>Ch\u00e3o frio<\/h2>\n<p><strong>Por causa das d\u00edvidas de jogo, teve que vender o carro financiado para pagar as d\u00edvidas.<\/strong> Depois, m\u00f3veis. Depois, a casa da fam\u00edlia. Avisou a esposa dois dias antes de terem que desocupar o im\u00f3vel. <strong>Perdeu a casa e o casamento acabou. \u201cA dignidade tamb\u00e9m\u201d, diz. Hoje, lamenta dormir sobre o ch\u00e3o frio, em peda\u00e7os de papel\u00e3o, em um dormit\u00f3rio alugado.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nem o dinheiro do carro ou o da venda da casa foram suficientes para pagar os mais de R$ 200 mil em d\u00edvidas.<\/strong> Foi necess\u00e1rio tamb\u00e9m pedir demiss\u00e3o do emprego e utilizar a rescis\u00e3o para pagar novas d\u00edvidas. Kaio compreendeu que precisaria de ajuda profissional e passou a frequentar um centro de apoio psicossocial (Caps) no Distrito Federal, onde se re\u00fane em grupos para dividir as experi\u00eancias.\u00a0<\/p>\n<p><strong>\u201cEu passei a tomar tr\u00eas rem\u00e9dios por dia. E os grupos [terap\u00eauticos]\u00a0fazem com que eu n\u00e3o me sinta mais sozinho\u201d, afirmou.<\/strong> <strong>Ele diz que esse v\u00edcio \u00e9 o pior que j\u00e1 enfrentou<\/strong>.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cPior do que minha depend\u00eancia no passado em \u00e1lcool e outras drogas. Nunca me senti t\u00e3o perdido na vida. Hoje reconhe\u00e7o que preciso de terapia.\u201d<\/p>\n<p>Atualmente, ele trabalha em uma escola no interior de Goi\u00e1s no servi\u00e7o de reposi\u00e7\u00e3o de alimentos. \u201cEstou recome\u00e7ando minha vida. Espero que meus filhos um dia me perdoem.\u201d\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Riscos e tratamentos<\/h2>\n<p>A psiquiatra Katia Branco, supervisora do Grupo Pro-Amiti (que trata e estuda o transtorno do controle de impulso) do Hospital das Cl\u00ednicas de S\u00e3o Paulo, explica que pessoas em vulnerabilidade, nas classes C e D, s\u00e3o as mais atingidas. Esse p\u00fablico costuma procurar melhorias nas condi\u00e7\u00f5es de vida, mas se deparam com\u00a0desinforma\u00e7\u00e3o e publicidade enganosa por todos os lados.<\/p>\n<p>Pessoas mais vulner\u00e1veis, moradoras de comunidades perif\u00e9ricas e que ganham perto de um sal\u00e1rio m\u00ednimo viram alvos f\u00e1ceis,\u00a0avaliam as especialistas consultadas pela reportagem. <strong>As pessoas s\u00e3o atacadas por an\u00fancios que induzem a\u00a0uma falsa ideia de que o jogo serviria como uma complementa\u00e7\u00e3o de renda.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cS\u00e3o pessoas que querem retornos r\u00e1pidos induzidas a acreditar que podem ter com as bets. Isso se tornou realmente muito perigoso\u201d.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O contexto social eleva a vulnerabilidade das pessoas afetadas pelo transtorno.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u201cQuando voc\u00ea pensa em um jovem que reside numa comunidade, todo o dinheiro que ele perde, impacta na subsist\u00eancia da fam\u00edlia\u201d.<\/strong> <strong>Isso impacta a sa\u00fade mental dos pacientes.<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>K\u00e1tia Branco contextualiza que a distor\u00e7\u00e3o da realidade provocada pelos est\u00edmulos aumenta a impulsividade da pessoa em maior vulnerabilidade social. <strong>O endividamento \u201cem cascata\u201d provoca agravamento de sintomas como depress\u00e3o, ansiedade e idea\u00e7\u00e3o suicida.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Ela lamenta ainda o crescimento do n\u00famero de\u00a0transmiss\u00f5es esportivas que tratam a aposta como uma brincadeira sem grandes consequ\u00eancias.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cAumentou a procura no ambulat\u00f3rio e em v\u00e1rios servi\u00e7os em busca de ajuda para o tratamento\u201d, testemunha.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>A pesquisadora defende a necessidade de preparar melhor os psiquiatras que est\u00e3o na rede p\u00fablica. Inclusive porque h\u00e1 uma diversidade de perfis de pacientes, incluindo homens, mulheres, adolescentes e idosos.\u00a0<\/strong><\/p>\n<h2>\u201cCassino na palma da m\u00e3o\u201d<\/h2>\n<p>Segundo a psic\u00f3loga Claudia Feres, da secretaria de Sa\u00fade do Distrito Federal, o tratamento contra a ludopatia, que \u00e9 uma doen\u00e7a, leva em conta que se caracteriza por um transtorno de controle dos impulsos. <strong>\u201cAliado agora \u00e0 tecnologia e a esse mundo das telas, a pessoa tem um cassino na palma da m\u00e3o para acessar sem sair de casa e a qualquer hora\u201d.<\/strong>\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Ela explica que \u00e9 importante tratar a doen\u00e7a dentro da l\u00f3gica da redu\u00e7\u00e3o de danos tentando fazer com que a pessoa se afaste do celular.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cH\u00e1 quem comece a usar os joguinhos por desinforma\u00e7\u00e3o e falta de perspectiva\u201d.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A psic\u00f3loga explica que as unidades de sa\u00fade contam com equipes multidisciplinares para atender pessoas em diferentes est\u00e1gios da doen\u00e7a. <strong>O ideal, segundo ela, \u00e9 que a pr\u00f3pria pessoa e familiares possam procurar atendimento o quanto antes. H\u00e1 diferentes sinais para gerar aten\u00e7\u00e3o: a pessoa evita se socializar, trocar a madrugada pelo dia e demonstra nervosismo.\u00a0<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cNos Caps, pessoas chegam com um pedido de socorro desesperado. N\u00f3s fazemos o acolhimento e buscamos trazer a fam\u00edlia para perto. A ideia \u00e9 pensar em estrat\u00e9gias que fa\u00e7am sentido\u201d, afirma a psic\u00f3loga.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A profissional explica que, ao mesmo tempo em que a pessoa carrega culpa, tamb\u00e9m leva em conta que o jogo gera um dos \u00fanicos prazer que tem.<\/p>\n<p><strong>\u201cO paciente perde, al\u00e9m de tudo, o respeito das pessoas. Vai sendo abandonada pela fam\u00edlia e tamb\u00e9m se abandonando\u201d.<\/strong> H\u00e1, ent\u00e3o, um contexto social que fragiliza o indiv\u00edduo. Por isso, pode ser incorreto atribuir a algu\u00e9m uma predisposi\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cSe voc\u00ea singulariza e responsabiliza unicamente um indiv\u00edduo, ignora-se que o problema \u00e9 muito maior. A solu\u00e7\u00e3o tem que ser no \u00e2mbito coletivo e de pol\u00edticas p\u00fablicas tamb\u00e9m\u201d, afirma.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Controle<\/h2>\n<p>Foi com essa expectativa que outro paciente, que aqui chamaremos de Jo\u00e3o*, de 32 anos, procurou uma unidade do Caps. Ele, que ficou parapl\u00e9gico \u201cap\u00f3s uma briga\u201d, faz tratamento semanalmente em um grupo terap\u00eautico e costuma ser acompanhado pela m\u00e3e. Eles conseguiram transporte de casa para uma comunidade a 30 quil\u00f4metros do Caps que frequenta.\u00a0<\/p>\n<p><strong>A maior preocupa\u00e7\u00e3o da m\u00e3e no momento \u00e9 que o filho passou a gastar os poucos recursos da fam\u00edlia com jogos <em>online<\/em> hospedados em <em>sites<\/em> de <em>bets<\/em>. \u201cNa verdade, n\u00e3o consigo me controlar. N\u00e3o sei o quanto j\u00e1 perdi\u201d<\/strong>. <strong>A m\u00e3e espera que nada interrompa o tratamento dele.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>A psiquiatra K\u00e1tia Branco, do Hospital das Cl\u00ednicas da USP, alerta que o apoio da fam\u00edlia se torna fundamental para que os pacientes mantenham a medica\u00e7\u00e3o em ordem e as sess\u00f5es de atendimento.\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<h2>Abstin\u00eancia<\/h2>\n<p>No entanto, h\u00e1 quem ainda resista \u00e0s terapias mesmo com sinais de depend\u00eancia. O pedreiro aut\u00f4nomo Ricardo*, de 26 anos, \u00e9 morador da comunidade do Sol Nascente, a segunda maior favela do Brasil. <strong>Ele diz que faz apostas desde 2018 e n\u00e3o contabilizou exatamente o quanto perdeu. \u201cMais de R$ 100 mil\u201d.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Come\u00e7ou a apostar pela curiosidade e pelo que ouviu de amigos que poderia ter um acr\u00e9scimo de renda e ainda se divertir. <\/strong>Essa \u00e9 uma alega\u00e7\u00e3o falsa e perigosa. No come\u00e7o, ele at\u00e9 conseguiu ganhar uma ou duas vezes. N\u00e3o passavam de chamarizes para o que viria depois.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Pai de um menino de dois anos de idade, o rapaz viu o relacionamento acabar por causa das d\u00edvidas causadas por <em>bets<\/em>.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cJ\u00e1 fiquei at\u00e9 de madrugada. A abstin\u00eancia bate t\u00e3o forte que a gente n\u00e3o consegue ter uma noite de sono normal\u201d, explica.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ele acredita que abriu os olhos antes de se afundar mais. Afirma que foi criado por m\u00e3e solo e que n\u00e3o teve coragem de contar para ela ter perdido dinheiro em apostas. Ele p\u00f4de estudar apenas at\u00e9 a oitava s\u00e9rie.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u00a0\u201cEu acho que n\u00e3o me considero viciado porque n\u00e3o tive que vender coisas de casa para pagar d\u00edvidas\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ricardo testemunha que \u00e9 comum haver convites na comunidade para que grupos se re\u00fanam de forma online para trocar ideias sobre como ser mais efetivo na aposta.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cAs pessoas se unem. O mesmo gr\u00e1fico (do cassino) que roda para um, dependendo da plataforma, roda para todos. Do mesmo jeito que pagou para mim, vai pagar para o pr\u00f3ximo\u201d.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Como hoje trabalha de forma aut\u00f4noma com reformas, sonha um dia poder fazer uma faculdade de engenharia e esquecer dos problemas que j\u00e1 atravessaram sua vida, inclusive ter dificuldade de pagar pens\u00e3o aliment\u00edcia.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Para evitar as tenta\u00e7\u00f5es por mexer no celular durante a madrugada, ele desliga o telefone e tenta manter o mais longe poss\u00edvel do aparelho.<\/strong><\/p>\n<h2>Jogo problem\u00e1tico \u00e9 \u201cquest\u00e3o s\u00e9ria\u201d<\/h2>\n<p>Em nota \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil,<\/strong> o<strong> Instituto Brasileiro de Jogo Respons\u00e1vel (IBJR), que diz representar 75% do mercado brasileiro, afirmou que reconhece a import\u00e2ncia do debate sobre a preven\u00e7\u00e3o ao jogo problem\u00e1tico e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o das pessoas em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade.\u00a0<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO instituto refor\u00e7a que as apostas devem ser tratadas sempre como uma forma de entretenimento, nunca como fonte de renda ou alternativa para subsist\u00eancia\u201d, aponta.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A entidade considera que, desde o in\u00edcio do mercado federal regulado, no in\u00edcio do ano passado, as empresas autorizadas passaram a operar com regramento e controle.<\/p>\n<p>Considera ainda que o \u201cjogo problem\u00e1tico \u00e9 uma quest\u00e3o s\u00e9ria\u201d e seu enfrentamento exige atua\u00e7\u00e3o coordenada entre poder p\u00fablico, reguladores, empresas, entidades e sociedade para a preven\u00e7\u00e3o e no atendimento das pessoas que necessitem de suporte.<\/p>\n<h2>\u201cRegras s\u00e3o rigorosas\u201d, avalia instituto<\/h2>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos an\u00fancios publicit\u00e1rios, os empres\u00e1rios do setor entendem que as a\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o passaram a estar submetidas a regras espec\u00edficas e rigorosas.<strong> \u201cIsso inclui medidas para a prote\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes, e a veda\u00e7\u00e3o absoluta de mensagens que apresentem as apostas como alternativa de enriquecimento ou solu\u00e7\u00e3o financeira\u201d.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A entidade garante que mant\u00e9m di\u00e1logo constante com o Conselho Nacional de Autorregulamenta\u00e7\u00e3o Publicit\u00e1ria (Conar). Ao mesmo tempo, opina que a regulamenta\u00e7\u00e3o brasileira do setor de apostas \u00e9 uma \u201cdas mais modernas do mundo, com obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias e normas operacionais\u201d.\u00a0<\/p>\n<p><strong>O IBJR acrescenta que o combate \u00e0s plataformas ilegais, que n\u00e3o est\u00e3o submetidas \u00e0s mesmas regras de fiscaliza\u00e7\u00e3o e controle.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO fortalecimento do ambiente regulado contribui para ampliar a rastreabilidade das opera\u00e7\u00f5es, a responsabiliza\u00e7\u00e3o dos operadores e os mecanismos de prote\u00e7\u00e3o aos apostadores\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Pessoas entrevistadas pela<strong> Ag\u00eancia Brasil <\/strong>n\u00e3o tiveram seus nomes identificados na reportagem em fun\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade que enfrentam.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2026-08\/apostadores-de-bet-em-periferias-buscam-ajuda-apos-vida-virar-pesadelo\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As lembran\u00e7as misturam-se como em um pesadelo. 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