{"id":35844,"date":"2026-09-09T19:14:01","date_gmt":"2026-09-09T22:14:01","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=35844"},"modified":"2026-09-09T19:14:01","modified_gmt":"2026-09-09T22:14:01","slug":"para-descobrir-o-que-existia-em-lagos-de-ate-467-metros-cientistas-desceram-armadilhas-com-2-km-de-corda-e-usaram-marmite-como-isca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=35844","title":{"rendered":"Para descobrir o que existia em lagos de at\u00e9 467 metros, cientistas desceram armadilhas com 2 km de corda e usaram Marmite como isca"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Nos <strong>lagos profundos<\/strong> Manap\u014duri e Te Anau, na Nova Zel\u00e2ndia, cientistas baixaram armadilhas a centenas de metros usando 2 km de corda e Marmite como isca. Encontraram peixes muito al\u00e9m dos antigos registros de 90 metros, alguns com olhos e poros sensoriais grandes, caracter\u00edsticas que agora ser\u00e3o testadas geneticamente.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que quase ningu\u00e9m sabia o que vivia nas partes mais profundas desses lagos?<\/h2>\n<p>Os registros anteriores de peixes nos grandes lagos neozelandeses chegavam a cerca de 90 metros. Isso deixava centenas de metros praticamente sem observa\u00e7\u00e3o direta. A <a href=\"https:\/\/www.otago.ac.nz\/news\/newsroom\/marmite-lures-discovery-from-lake-depths\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>expedi\u00e7\u00e3o aos lagos profundos<\/strong><\/a> procurou justamente preencher essa lacuna.<\/p>\n<p>A sonda de profundidade usada na expedi\u00e7\u00e3o mediu 467 metros em Manap\u014duri e 430 metros em Te Anau. Para alcan\u00e7ar diferentes n\u00edveis, a equipe precisou de <strong>2 quil\u00f4metros de corda<\/strong> e armadilhas capazes de permanecer submersas at\u00e9 o dia seguinte.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"572\" src=\"https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Research_deck_after_trap_retrieval_202609080018-1024x572.jpeg\" alt=\"Peixes encontrados nas profundezas de lagos da Nova Zel\u00e2ndia\" class=\"wp-image-172891\" srcset=\"https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Research_deck_after_trap_retrieval_202609080018-1024x572.jpeg 1024w, https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Research_deck_after_trap_retrieval_202609080018-300x167.jpeg 300w, https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Research_deck_after_trap_retrieval_202609080018-768x429.jpeg 768w, https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Research_deck_after_trap_retrieval_202609080018-750x419.jpeg 750w, https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Research_deck_after_trap_retrieval_202609080018-1140x636.jpeg 1140w, https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Research_deck_after_trap_retrieval_202609080018.jpeg 1376w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Peixes encontrados nas profundezas de lagos da Nova Zel\u00e2ndia<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que Marmite virou isca em uma pesquisa cient\u00edfica?<\/h2>\n<p>A pasta salgada e de cheiro forte foi usada para atrair animais at\u00e9 as armadilhas. Com <strong>Marmite como isca<\/strong>, os pesquisadores puderam deixar os equipamentos trabalhando sozinhos em locais onde press\u00e3o, escurid\u00e3o e dist\u00e2ncia dificultam observa\u00e7\u00f5es diretas.<\/p>\n<p>Quando as armadilhas voltaram \u00e0 superf\u00edcie, havia peixes em diferentes profundidades. A descoberta mostrou que <strong>a vida n\u00e3o terminava nos 90 metros<\/strong> dos registros anteriores e abriu uma nova pergunta: os exemplares mais profundos eram popula\u00e7\u00f5es conhecidas adaptadas ao ambiente ou algo taxonomicamente diferente?<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Que peixes apareceram depois de puxar as armadilhas de volta?<\/h2>\n<p>Entre os animais estavam peixes nativos conhecidos como bullies e galaxi\u00eddeos. Alguns galaxi\u00eddeos lembram k\u014daro, mas apresentaram caracter\u00edsticas incomuns. Os exemplares de \u00e1guas profundas tinham <strong>olhos proporcionalmente grandes<\/strong> e poros sensoriais muito desenvolvidos no topo da cabe\u00e7a, estruturas \u00fateis em ambientes com pouqu\u00edssima luz.<\/p>\n<p>Os <strong>principais achados da coleta<\/strong> foram:<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Peixes em grandes profundidades:<\/strong> armadilhas capturaram animais muito abaixo dos registros anteriores.<\/li>\n<li><strong>Olhos maiores:<\/strong> alguns galaxi\u00eddeos diferem visualmente das formas normalmente reconhecidas como k\u014daro.<\/li>\n<li><strong>Poros sensoriais amplos:<\/strong> essas estruturas podem ajudar na orienta\u00e7\u00e3o em \u00e1guas escuras.<\/li>\n<li><strong>Identidade aberta:<\/strong> testes gen\u00e9ticos ainda precisam definir se existe uma nova esp\u00e9cie.<\/li>\n<\/ul>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que torna Manap\u014duri e Te Anau t\u00e3o dif\u00edceis de investigar?<\/h2>\n<p>Os dois lagos foram moldados por geleiras e possuem grandes volumes de \u00e1gua cercados por relevo montanhoso. O <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lake_Manapouri\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>lago Manap\u014duri<\/strong><\/a> fica dentro de Fiordland, regi\u00e3o marcada por bacias profundas, encostas \u00edngremes e ambientes aqu\u00e1ticos que permanecem pouco acess\u00edveis longe das margens.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria <a href=\"https:\/\/www.doc.govt.nz\/parks-and-recreation\/places-to-go\/fiordland\/places\/fiordland-national-park\/places-to-go\/lake-manapouri-area\/lake-manapouri-nature-and-history\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>hist\u00f3ria glacial de Manap\u014duri<\/strong><\/a> ajuda a explicar essa topografia. O gelo escavou depress\u00f5es profundas antes de recuar, deixando lagos onde investigar o fundo exige equipamento capaz de atravessar centenas de metros de \u00e1gua.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"572\" src=\"https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Galaxiid_fish_in_sampling_trap_202609080018-1024x572.jpeg\" alt=\"Peixes encontrados nas profundezas de lagos da Nova Zel\u00e2ndia\" class=\"wp-image-172892\" srcset=\"https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Galaxiid_fish_in_sampling_trap_202609080018-1024x572.jpeg 1024w, https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Galaxiid_fish_in_sampling_trap_202609080018-300x167.jpeg 300w, https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Galaxiid_fish_in_sampling_trap_202609080018-768x429.jpeg 768w, https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Galaxiid_fish_in_sampling_trap_202609080018-750x419.jpeg 750w, https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Galaxiid_fish_in_sampling_trap_202609080018-1140x636.jpeg 1140w, https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Galaxiid_fish_in_sampling_trap_202609080018.jpeg 1376w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Peixes encontrados nas profundezas de lagos da Nova Zel\u00e2ndia<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como os testes gen\u00e9ticos podem mudar a interpreta\u00e7\u00e3o desses peixes?<\/h2>\n<p>A apar\u00eancia sozinha n\u00e3o permite afirmar que uma nova esp\u00e9cie foi encontrada. Olhos e poros maiores tamb\u00e9m podem representar <strong>adapta\u00e7\u00f5es de uma popula\u00e7\u00e3o conhecida<\/strong> \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de profundidade. Compara\u00e7\u00f5es de DNA poder\u00e3o mostrar qu\u00e3o pr\u00f3ximos esses exemplares s\u00e3o de k\u014daro registrados em \u00e1guas mais rasas.<\/p>\n<p>Mesmo que perten\u00e7am a uma esp\u00e9cie j\u00e1 conhecida, a coleta amplia muito o limite de habitat documentado. Se a gen\u00e9tica revelar uma linhagem distinta, os <strong>lagos profundos da Nova Zel\u00e2ndia<\/strong> ter\u00e3o escondido n\u00e3o apenas peixes em profundidades inesperadas, mas uma diversidade que permaneceu fora das amostragens anteriores.<\/p>\n<p><!-- CONTENT END 1 --><\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uai.com.br\/curiosidades\/2026\/09\/09\/para-descobrir-o-que-existia-em-lagos-de-ate-467-metros-cientistas-desceram-armadilhas-com-2-km-de-corda-e-usaram-marmite-como-isca\/\">Super Esportes<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos lagos profundos Manap\u014duri e Te Anau, na Nova Zel\u00e2ndia, cientistas baixaram armadilhas a centenas de metros usando 2 km de corda e Marmite como isca. Encontraram peixes muito al\u00e9m dos antigos registros de 90 metros, alguns com olhos e poros sensoriais grandes, caracter\u00edsticas que agora ser\u00e3o testadas geneticamente. 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