{"id":35934,"date":"2026-09-11T10:27:59","date_gmt":"2026-09-11T13:27:59","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=35934"},"modified":"2026-09-11T10:27:59","modified_gmt":"2026-09-11T13:27:59","slug":"baixa-visao-na-infancia-especialista-alerta-para-diagnostico-precoce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=35934","title":{"rendered":"Baixa vis\u00e3o na inf\u00e2ncia: especialista alerta para diagn\u00f3stico precoce"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>Ao contr\u00e1rio do que muitos pensam, a vis\u00e3o\u00a0na inf\u00e2ncia\u00a0\u00e9 considerada fator de suma import\u00e2ncia para o desenvolvimento global da crian\u00e7a, incluindo o motor, o cognitivo, a comunica\u00e7\u00e3o e o social<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>A perda visual precoce pode interferir n\u00e3o apenas no aprendizado escolar, mas em todo o processo de desenvolvimento da crian\u00e7a.<\/strong> Nesses casos, quanto mais cedo a interven\u00e7\u00e3o, maior a chance de usar a chamada vis\u00e3o residual para desenvolver estrat\u00e9gias funcionais para o futuro.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1702103&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1702103&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>O alerta foi feito pela oftalmologista Maria de F\u00e1tima Neri, que participa, em Salvador, do 70\u00ba Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026), que\u00a0termina neste s\u00e1bado (12). <strong>A m\u00e9dica\u00a0destacou que, quando se fala de baixa vis\u00e3o na inf\u00e2ncia, n\u00e3o se trata de uma simples diminui\u00e7\u00e3o da acuidade visual.\u00a0<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA baixa vis\u00e3o pode comprometer a percep\u00e7\u00e3o visual, a explora\u00e7\u00e3o do ambiente, o desenvolvimento motor, a aprendizagem, a comunica\u00e7\u00e3o, a autonomia e a participa\u00e7\u00e3o dessa crian\u00e7a no mundo\u201d, disse. \u201cPrecisamos avaliar e entender o que a crian\u00e7a faz com o res\u00edduo visual que tem.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Segundo Maria de F\u00e1tima, dentre as principais causas de baixa vis\u00e3o na inf\u00e2ncia figuram:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>retinopatias causadas por infec\u00e7\u00e3o por s\u00edfilis, toxoplasmose e citomegalov\u00edrus;<\/li>\n<li>catarata cong\u00eanita;<\/li>\n<li>glaucoma cong\u00eanito;<\/li>\n<li>anomalias do nervo \u00f3ptico;<\/li>\n<li>albinismo;<\/li>\n<li>distrofias heredit\u00e1rias da retina;<\/li>\n<li>alta miopia;<\/li>\n<li>doen\u00e7as neurol\u00f3gicas;<\/li>\n<li>defici\u00eancia visual cortical ou cerebral;<\/li>\n<li>prematuridade.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A oftalmologista refor\u00e7ou\u00a0que, al\u00e9m do diagn\u00f3stico, \u00e9 preciso avaliar as fun\u00e7\u00f5es visuais da crian\u00e7a, incluindo a acuidade visual, al\u00e9m de entender, junto aos pais, o que ela consegue fazer e como a baixa vis\u00e3o interfere nas atividades di\u00e1rias.<\/p>\n<p><strong>Na investiga\u00e7\u00e3o junto com a fam\u00edlia, a seguinte investiga\u00e7\u00e3o deve ser feita:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>A crian\u00e7a reconhece rostos?<\/li>\n<li>Consegue localizar objetos?<\/li>\n<li>Consegue brincar com autonomia?<\/li>\n<li>Como ela se comporta em diferentes condi\u00e7\u00f5es de ilumina\u00e7\u00e3o?<\/li>\n<li>O que ela deixou de fazer por causa da baixa vis\u00e3o?<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Os sinais de alerta, segundo Maria de F\u00e1tima, incluem:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>A crian\u00e7a n\u00e3o acompanha objetos.<\/li>\n<li>N\u00e3o fixa os olhos ou mant\u00e9m pouca fixa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Aproxima excessivamente objetos dos olhos.<\/li>\n<li>Esbarra ou trope\u00e7a com frequ\u00eancia.<\/li>\n<li>Tem dificuldade em ambientes poucos iluminados.<\/li>\n<li>Apresenta fotofobia ou busca intensa por luz.<\/li>\n<li>Demonstra dificuldade para reconhecer pessoas e objetos.<\/li>\n<li>Apresenta atraso no desenvolvimento sem causa definida.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O trabalho de habilita\u00e7\u00e3o, nesses casos, deve incluir \u00e1reas como estimula\u00e7\u00e3o visual funcional, recursos \u00f3pticos, recursos n\u00e3o \u00f3pticos, tecnologia assistiva, orienta\u00e7\u00e3o e mobilidade, terapia ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, pedagogia e orienta\u00e7\u00e3o familiar.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO desenvolvimento visual est\u00e1 relacionado ao visual, mas tamb\u00e9m ao motor, ao cognitivo, \u00e0 linguagem e \u00e0 intera\u00e7\u00e3o. A vis\u00e3o participa da constru\u00e7\u00e3o de toda a experi\u00eancia da crian\u00e7a. Por isso, altera\u00e7\u00f5es visuais importantes e n\u00e3o reconhecidas podem repercutir no desenvolvimento global dela\u201d, avaliou a oftalmologista.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Segundo\u00a0Maria de F\u00e1tima, encaminhar precocemente uma crian\u00e7a com baixa vis\u00e3o &#8220;n\u00e3o \u00e9 apenas tratar a vis\u00e3o; \u00e9 proteger o desenvolvimento, a autonomia e o futuro dela\u201d.<\/p>\n<p><em>*A rep\u00f3rter viajou a convite do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO)<\/em><\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-09\/baixa-visao-na-infancia-especialista-alerta-para-diagnostico-precoce\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao contr\u00e1rio do que muitos pensam, a vis\u00e3o\u00a0na inf\u00e2ncia\u00a0\u00e9 considerada fator de suma import\u00e2ncia para o desenvolvimento global da crian\u00e7a, incluindo o motor, o cognitivo, a comunica\u00e7\u00e3o e o social. 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