{"id":36056,"date":"2026-09-14T11:54:25","date_gmt":"2026-09-14T14:54:25","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=36056"},"modified":"2026-09-14T11:54:25","modified_gmt":"2026-09-14T14:54:25","slug":"com-vao-de-1-991-metros-ponte-no-japao-teve-o-projeto-recalculado-depois-que-um-terremoto-deslocou-suas-torres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=36056","title":{"rendered":"Com v\u00e3o de 1.991 metros, ponte no Jap\u00e3o teve o projeto recalculado depois que um terremoto deslocou suas torres"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<div style=\"background: #f7fafc; border: 1px solid #4a556830; border-radius: 12px; padding: 24px 28px; margin: 24px 0 28px; box-shadow: 0 2px 8px rgba(0, 0, 0, 0.04); font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', sans-serif;\">\n<div style=\"display: flex; flex-direction: column; gap: 12px;\">\n<div style=\"display: flex; gap: 12px; align-items: flex-start;\">\n      <span style=\"font-size: 20px; flex-shrink: 0; margin-top: 2px;\">\ud83c\udf09<\/span><\/p>\n<p><strong style=\"color: #1a1a1a; font-size: 15px; display: block; margin-bottom: 4px;\">Recorde Estrutural Hist\u00f3rico<\/strong><span style=\"color: #475569; font-size: 14px; line-height: 1.5;\">Ponte p\u00eansil com 3.911 metros de extens\u00e3o total e v\u00e3o central livre de 1.991 metros, ligando Kobe \u00e0 Ilha de Awaji.<\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<div style=\"display: flex; gap: 12px; align-items: flex-start;\">\n      <span style=\"font-size: 20px; flex-shrink: 0; margin-top: 2px;\">\u26a1<\/span><\/p>\n<p><strong style=\"color: #1a1a1a; font-size: 15px; display: block; margin-bottom: 4px;\">Adapta\u00e7\u00e3o P\u00f3s-Sismo de 1995<\/strong><span style=\"color: #475569; font-size: 14px; line-height: 1.5;\">O Grande Terremoto de Hanshin deslocou as torres e esticou o v\u00e3o em 80 cent\u00edmetros, exigindo rec\u00e1lculo integral de cabos e tabuleiro.<\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<div style=\"display: flex; gap: 12px; align-items: flex-start;\">\n      <span style=\"font-size: 20px; flex-shrink: 0; margin-top: 2px;\">\ud83d\udee1\ufe0f<\/span><\/p>\n<p><strong style=\"color: #1a1a1a; font-size: 15px; display: block; margin-bottom: 4px;\">Din\u00e2mica e Amortecimento<\/strong><span style=\"color: #475569; font-size: 14px; line-height: 1.5;\">Treli\u00e7a aberta de 14 metros de altura associada a 20 amortecedores de massa sintonizada (TMD) em cada torre contra tuf\u00f5es de 286 km\/h.<\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<div style=\"display: flex; gap: 12px; align-items: flex-start;\">\n      <span style=\"font-size: 20px; flex-shrink: 0; margin-top: 2px;\">\ud83c\udfd7\ufe0f<\/span><\/p>\n<p><strong style=\"color: #1a1a1a; font-size: 15px; display: block; margin-bottom: 4px;\">Inova\u00e7\u00e3o Metal\u00fargica<\/strong><span style=\"color: #475569; font-size: 14px; line-height: 1.5;\">Fios de a\u00e7o galvanizado trefilados com limite de escoamento de 1.800 MPa, eliminando a necessidade de cabos duplos paralelos.<\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p>A 298 metros acima das \u00e1guas turbulentas do <strong>Estreito de Akashi<\/strong>, as duas megatorres de a\u00e7o sustentavam apenas os cabos-guia na madrugada de 17 de janeiro de 1995. \u00c0s 5h46, uma ruptura tect\u00f4nica liberou energia equivalente a dezenas de ogivas at\u00f4micas a escassos quatro quil\u00f4metros do canteiro, deslocando o leito marinho sob os caix\u00f5es de funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como o sistema de cabos de 1.800 MPa e treli\u00e7as aerodin\u00e2micas sustenta um v\u00e3o de 1.991 metros?<\/h2>\n<p>A f\u00edsica de uma ponte p\u00eansil de grande v\u00e3o depende da convers\u00e3o de cargas verticais em tra\u00e7\u00e3o pura nos cabos principais, transmitida para maci\u00e7os blocos de ancoragem costeiros. No projeto de Akashi, cabos de a\u00e7o comuns com resist\u00eancia de 1.600 MPa exigiriam dois cabos por lado, o que inviabilizaria economicamente o sistema e aumentaria o arrasto aerodin\u00e2mico.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria sider\u00fargica japonesa desenvolveu um fio de a\u00e7o galvanizado com baixo teor de carbono e sil\u00edcio de 5,23 mil\u00edmetros de di\u00e2metro capaz de suportar <strong>tens\u00e3o de ruptura de 1.800 MPa<\/strong>. Cada cabo principal, com 1,12 metro de di\u00e2metro final, re\u00fane 36.830 fios distribu\u00eddos em 290 feixes pr\u00e9-fabricados, ancorando 120 mil toneladas de for\u00e7a trativa cont\u00ednua em blocos de concreto de 230 mil metros c\u00fabicos.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"572\" src=\"https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Engineers_inspecting_bridge_cons\u2026_20260912193016-1024x572.jpeg\" alt=\"Com v\u00e3o de 1.991 metros, ponte no Jap\u00e3o teve o projeto recalculado depois que um terremoto deslocou suas torres\" class=\"wp-image-174130\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O terremoto de 1995 ocorreu durante a constru\u00e7\u00e3o da ponte e levou os engenheiros a revisar medi\u00e7\u00f5es e adaptar o projeto \u00e0 geometria resultante \u2014 Cr\u00e9ditos: Imagem gerada por IA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais for\u00e7as e dimens\u00f5es atuam no leito de 60 metros de profundidade do Estreito de Akashi?<\/h2>\n<p>A geologia marinha e a batimetria do estreito exigiram a crava\u00e7\u00e3o das funda\u00e7\u00f5es em profundidades onde nenhum mergulhador humano poderia operar em seguran\u00e7a. As equipes da <a href=\"https:\/\/www.jb-honshi.co.jp\/english\/technology\/akashi.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Honshu-Shikoku Bridge Authority (JB-Honshi)<\/strong><\/a> desenvolveram caix\u00f5es de a\u00e7o de parede dupla fabricados em estaleiros e rebocados flutuando at\u00e9 a posi\u00e7\u00e3o final.<\/p>\n<p>Os dados t\u00e9cnicos que viabilizaram a execu\u00e7\u00e3o f\u00edsica das bases marinhas incluem:<\/p>\n<p>\u2022 <strong>Profundidade de apoio<\/strong>: Caix\u00f5es assentados a 60 metros abaixo do n\u00edvel m\u00e9dio do mar, sobre estratos de rocha e cascalho denso compactado.<br \/>\u2022 <strong>Volume de concreto submerso<\/strong>: 265 mil metros c\u00fabicos de concreto n\u00e3o segreg\u00e1vel injetados continuamente para expulsar a \u00e1gua do interior do cilindro.<br \/>\u2022 <strong>Dimens\u00f5es dos caix\u00f5es<\/strong>: Cilindros de a\u00e7o com 80 metros de di\u00e2metro basal e 70 metros de altura total.<br \/>\u2022 <strong>Altura das torres de sustenta\u00e7\u00e3o<\/strong>: Torres tubulares met\u00e1licas com 298,3 metros de cota altim\u00e9trica acima do n\u00edvel do mar.<br \/>\u2022 <strong>Varia\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica admiss\u00edvel<\/strong>: Folga estrutural nas juntas de dilata\u00e7\u00e3o para absorver at\u00e9 2 metros de expans\u00e3o e contra\u00e7\u00e3o sazonal do a\u00e7o.<\/p>\n<div style=\"background: #f7fafc; border: 1px solid #4a556825; border-radius: 12px; padding: 28px; margin: 32px 0; font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', sans-serif;\">\n<div style=\"display: flex; align-items: center; gap: 8px; margin-bottom: 20px;\">\n<p>    <span style=\"font-size: 16px; font-weight: 700; color: #4a5568;\">Par\u00e2metros Cr\u00edticos de Infraestrutura<\/span>\n  <\/div>\n<div style=\"display: grid; grid-template-columns: repeat(auto-fit, minmax(240px, 1fr)); gap: 20px;\">\n<div style=\"background: #ffffff; border: 1px solid #e5e7eb; border-top: 3px solid #4a5568; border-radius: 10px; padding: 22px; box-shadow: 0 1px 4px rgba(0, 0, 0, 0.05); transition: box-shadow 0.3s ease;\">\n<p>\u2699\ufe0f<\/p>\n<p>ESPECIFICA\u00c7\u00c3O T\u00c9CNICA<\/p>\n<p>A\u00e7o Trefilado 1.800 MPa<\/p>\n<p>Os cabos portantes utilizam arames de alta ductilidade com resist\u00eancia 12% superior ao padr\u00e3o global, somando 300 mil quil\u00f4metros lineares de fios de a\u00e7o.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div style=\"background: #ffffff; border: 1px solid #e5e7eb; border-top: 3px solid #4a5568; border-radius: 10px; padding: 22px; box-shadow: 0 1px 4px rgba(0, 0, 0, 0.05); transition: box-shadow 0.3s ease;\">\n<p>\ud83d\udcd0<\/p>\n<p>NORMA\/\u00d3RG\u00c3O<\/p>\n<p>Diretrizes JSCE e JBSI<\/p>\n<p>Desenvolvida sob especifica\u00e7\u00f5es da Sociedade Japonesa de Engenheiros Civis para suportar sismos de magnitude 8,5 na escala Richter a 150 km de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div style=\"background: #ffffff; border: 1px solid #e5e7eb; border-top: 3px solid #4a5568; border-radius: 10px; padding: 22px; box-shadow: 0 1px 4px rgba(0, 0, 0, 0.05); transition: box-shadow 0.3s ease;\">\n<p>\ud83c\udf0a<\/p>\n<p>DESAFIO ESTRUTURAL<\/p>\n<p>Correntes de 4,5 m\/s<\/p>\n<p>O leito marinho sofreu dragagem com escavadeiras rotativas subaqu\u00e1ticas em fluxo torrencial de \u00e1gua salgada antes do afundamento controlado dos caix\u00f5es.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">De que maneira os engenheiros recalcularam a viga e os cabos ap\u00f3s o sismo de Kobe em 1995?<\/h2>\n<p>Na data do terremoto de 17 de janeiro de 1995 (magnitude 7,2 na escala local), as funda\u00e7\u00f5es profundas e as duas torres de sustenta\u00e7\u00e3o estavam erguidas, com passarelas tempor\u00e1rias (catwalks) estendidas para a fia\u00e7\u00e3o dos cabos principais. O sismo ativou uma ramifica\u00e7\u00e3o da <strong>Falha de Nojima<\/strong> que passava exatamente sob o estreito, entre as funda\u00e7\u00f5es centrais.<\/p>\n<p>Inspe\u00e7\u00f5es geod\u00e9sicas imediatas via sat\u00e9lite revelaram que a torre sul (lado de Awaji) havia se deslocado horizontalmente e girado milimetricamente. O espa\u00e7amento original entre as faces internas das torres, projetado para 1.990 metros cravados, havia aumentado em <strong>0,8 metro (80 cent\u00edmetros)<\/strong>, enquanto o comprimento total entre os blocos de ancoragem cresceu 1,1 metro.<\/p>\n<div style=\"margin: 28px 0; border-radius: 10px; overflow: hidden; box-shadow: 0 2px 8px rgba(0, 0, 0, 0.06); border: 1px solid #e5e7eb;\">\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background: #ffffff; font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', sans-serif;\">&#13;<\/p>\n<thead>&#13;<\/p>\n<tr style=\"background: #f7fafc;\">&#13;<\/p>\n<th style=\"border-bottom: 2px solid #4a5568; padding: 16px 20px; text-align: left; color: #4a5568; font-size: 13px; font-weight: 700; text-transform: uppercase; letter-spacing: 0.5px;\">Par\u00e2metro Estrutural<\/th>\n<p>&#13;<\/p>\n<th style=\"border-bottom: 2px solid #4a5568; padding: 16px 20px; text-align: left; color: #4a5568; font-size: 13px; font-weight: 700; text-transform: uppercase; letter-spacing: 0.5px;\">Projeto Inicial (1988)<\/th>\n<p>&#13;<\/p>\n<th style=\"border-bottom: 2px solid #4a5568; padding: 16px 20px; text-align: left; color: #4a5568; font-size: 13px; font-weight: 700; text-transform: uppercase; letter-spacing: 0.5px;\">Ajuste Executado P\u00f3s-Sismo (1995-1998)<\/th>\n<p>&#13;<br \/>\n      <\/tr>\n<p>&#13;\n    <\/thead>\n<p>&#13;<\/p>\n<tbody>&#13;<\/p>\n<tr style=\"background: #ffffff;\">&#13;<\/p>\n<td style=\"padding: 16px 20px; border-bottom: 1px solid #f1f5f9; font-size: 14px; color: #1a1a1a; font-weight: 600;\">\ud83d\udccf V\u00e3o Central Livre<\/td>\n<p>&#13;<\/p>\n<td style=\"padding: 16px 20px; border-bottom: 1px solid #f1f5f9; font-size: 14px; color: #475569;\">1.990,0 metros<\/td>\n<p>&#13;<\/p>\n<td style=\"padding: 16px 20px; border-bottom: 1px solid #f1f5f9; font-size: 14px; color: #475569;\">1.991,0 metros (+80 cm de afastamento direto entre torres)<\/td>\n<p>&#13;<br \/>\n      <\/tr>\n<p>&#13;<\/p>\n<tr style=\"background: #fafbfc;\">&#13;<\/p>\n<td style=\"padding: 16px 20px; border-bottom: 1px solid #f1f5f9; font-size: 14px; color: #1a1a1a; font-weight: 600;\">\ud83d\udccd Extens\u00e3o Total da Ponte<\/td>\n<p>&#13;<\/p>\n<td style=\"padding: 16px 20px; border-bottom: 1px solid #f1f5f9; font-size: 14px; color: #475569;\">3.910,0 metros<\/td>\n<p>&#13;<\/p>\n<td style=\"padding: 16px 20px; border-bottom: 1px solid #f1f5f9; font-size: 14px; color: #475569;\">3.911,0 metros (+1,1 m somando recalques das ancoragens)<\/td>\n<p>&#13;<br \/>\n      <\/tr>\n<p>&#13;<\/p>\n<tr style=\"background: #ffffff;\">&#13;<\/p>\n<td style=\"padding: 16px 20px; border-bottom: 1px solid #f1f5f9; font-size: 14px; color: #1a1a1a; font-weight: 600;\">\ud83d\udcd0 Geometria da Treli\u00e7a<\/td>\n<p>&#13;<\/p>\n<td style=\"padding: 16px 20px; border-bottom: 1px solid #f1f5f9; font-size: 14px; color: #475569;\">M\u00f3dulos sim\u00e9tricos padr\u00e3o<\/td>\n<p>&#13;<\/p>\n<td style=\"padding: 16px 20px; border-bottom: 1px solid #f1f5f9; font-size: 14px; color: #475569;\">Acr\u00e9scimo de placas de compensa\u00e7\u00e3o e recalibra\u00e7\u00e3o de juntas m\u00f3veis<\/td>\n<p>&#13;<br \/>\n      <\/tr>\n<p>&#13;<br \/>\n    <\/tbody>\n<p>&#13;<br \/>\n  <\/table>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como o document\u00e1rio t\u00e9cnico da National Geographic detalha a f\u00edsica das megatorres de Akashi?<\/h2>\n<p>A integridade das torres de quase 300 metros durante o terremoto n\u00e3o foi fruto do acaso, mas da implementa\u00e7\u00e3o de <strong>amortecedores de massa sintonizada (TMD)<\/strong> pendulares instalados no interior das colunas ocas de a\u00e7o. Cada torre abriga 20 p\u00eandulos de 10 toneladas apoiados em sistemas hidr\u00e1ulicos que oscilam em sentido contr\u00e1rio \u00e0s vibra\u00e7\u00f5es s\u00edsmicas e e\u00f3licas.<\/p>\n<p>No epis\u00f3dio da s\u00e9rie t\u00e9cnica sobre megaconstru\u00e7\u00f5es, especialistas demonstram como o a\u00e7o estrutural flexiona sem sofrer flambagem localizada, permitindo que a funda\u00e7\u00e3o e o topo da torre se movimentem independentemente sob acelera\u00e7\u00f5es horizontais extremas de solo.<\/p>\n<p>Abaixo, um v\u00eddeo do <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=haDCWba4z_E\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Element 18 (YouTube)<\/a> que aprofunda o tema:<\/p>\n<div style=\"margin: 28px 0; border-radius: 12px; overflow: hidden; box-shadow: 0 4px 12px rgba(0, 0, 0, 0.08); border: 1px solid #e5e7eb; background: #000;\">\n<p>&#13;<br \/>\n    <iframe title=\"Bridges \u2013 Supersized Engineering \u2013 Big Bigger Biggest\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/haDCWba4z_E?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>&#13;\n  <\/p>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais crit\u00e9rios da norma japonesa e da ASCE definem a resili\u00eancia s\u00edsmica de pontes suspensas?<\/h2>\n<p>O dimensionamento estrutural de pontes de grande v\u00e3o n\u00e3o utiliza coeficientes est\u00e1ticos simplificados de acelera\u00e7\u00e3o. Sob os preceitos da <strong>Japan Society of Civil Engineers (JSCE)<\/strong> e das diretrizes da <strong>American Society of Civil Engineers (ASCE 7)<\/strong>, a ponte Akashi foi analisada por modelos din\u00e2micos de resposta no dom\u00ednio do tempo sob terremotos de dois n\u00edveis.<\/p>\n<p>No N\u00edvel 1 (sismos operacionais frequentes), a estrutura trabalha estritamente no regime el\u00e1stico linear, sem qualquer dano residual. No N\u00edvel 2 (evento raro de falha pr\u00f3xima, como o de Kobe), admite-se plastifica\u00e7\u00e3o controlada em elementos secund\u00e1rios substitu\u00edveis, mas as torres, funda\u00e7\u00f5es e cabos principais s\u00e3o obrigados a preservar integridade geot\u00e9cnica e geom\u00e9trica absoluta.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"572\" src=\"https:\/\/www.uai.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Akashi_Kaikyo_Bridge_constructio\u2026_20260912193023-1024x572.jpeg\" alt=\"Com v\u00e3o de 1.991 metros, ponte no Jap\u00e3o teve o projeto recalculado depois que um terremoto deslocou suas torres\" class=\"wp-image-174131\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Durante as obras, o terremoto de 1995 alterou a geometria entre as torres, e o projeto foi adaptado antes da conclus\u00e3o da ponte \u2014 Cr\u00e9ditos: Imagem gerada por IA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando projetos de pontes e obras de arte especiais exigem per\u00edcia em engenharia geot\u00e9cnica e estrutural?<\/h2>\n<p>Empreendimentos de travessia sobre leitos d\u2019\u00e1gua, viadutos rodovi\u00e1rios ou estruturas em solos colaps\u00edveis e \u00e1reas de fratura geol\u00f3gica exigem acompanhamento cont\u00ednuo de um <strong>engenheiro civil calculista<\/strong> e de um <strong>engenheiro geot\u00e9cnico especializado em obras de arte especiais (OAE)<\/strong>.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o do subsolo por meio de ensaios de s\u00edsmica de refra\u00e7\u00e3o, sondagens mistas e modelagem de intera\u00e7\u00e3o solo-estrutura torna-se mandat\u00f3ria antes da defini\u00e7\u00e3o entre pontes estaiadas, p\u00eanseis ou vigas cont\u00ednuas protendidas. Qualquer recalque diferencial n\u00e3o previsto em pilares centrais pode introduzir momentos fletores capazes de fraturar apoios de concreto e causar colapsos catastr\u00f3ficos.<\/p>\n<p>Com custo final de <strong>US$ 3,6 bilh\u00f5es<\/strong> e uma d\u00e9cada ininterrupta de obras, a Akashi Kaiky\u014d permaneceu por mais de duas d\u00e9cadas como o maior v\u00e3o suspenso do planeta. A obra demonstrou que a robustez da engenharia n\u00e3o repousa em estruturas infinitamente r\u00edgidas que tentam combater a terra, mas em sistemas el\u00e1sticos capazes de medir, adaptar e integrar as deforma\u00e7\u00f5es da natureza ao pr\u00f3prio projeto.<\/p>\n<div style=\"background: #fef3c7; border-left: 4px solid #d97706; border-radius: 8px; padding: 16px 20px; margin: 24px 0; font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', sans-serif;\">\n<div style=\"display: flex; gap: 12px; align-items: flex-start;\">\n    <span style=\"font-size: 18px; flex-shrink: 0; margin-top: 1px;\">\u26a0\ufe0f<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0; font-size: 14px; color: #92400e; line-height: 1.6;\"><strong>Contexto importante:<\/strong> Este artigo \u00e9 informativo. Para projetos estruturais locais similares, recomenda-se avalia\u00e7\u00e3o de <strong>engenheiro civil<\/strong> especializado em pontes e geotecnia, especialmente em contextos de risco de recalque diferencial, vibra\u00e7\u00f5es induzidas por vento ou esfor\u00e7o din\u00e2mico de tr\u00e1fego pesado.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p><!-- CONTENT END 1 --><\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.uai.com.br\/diversao\/2026\/09\/14\/com-vao-de-1-991-metros-ponte-no-japao-teve-o-projeto-recalculado-depois-que-um-terremoto-deslocou-suas-torres\/\">Super Esportes<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\ud83c\udf09 Recorde Estrutural Hist\u00f3ricoPonte p\u00eansil com 3.911 metros de extens\u00e3o total e v\u00e3o central livre de 1.991 metros, ligando Kobe \u00e0 Ilha de Awaji. \u26a1 Adapta\u00e7\u00e3o P\u00f3s-Sismo de 1995O Grande Terremoto de Hanshin deslocou as torres e esticou o v\u00e3o em 80 cent\u00edmetros, exigindo rec\u00e1lculo integral de cabos e tabuleiro. \ud83d\udee1\ufe0f Din\u00e2mica e AmortecimentoTreli\u00e7a aberta [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":36057,"comment_status":"closed","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"class_list":["post-36056","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-esportes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/36056","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=36056"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/36056\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/36057"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=36056"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=36056"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=36056"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}