{"id":36098,"date":"2026-09-15T10:00:21","date_gmt":"2026-09-15T13:00:21","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=36098"},"modified":"2026-09-15T10:00:21","modified_gmt":"2026-09-15T13:00:21","slug":"cancer-estudo-alerta-para-riscos-de-melanoma-fora-da-pele","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/?p=36098","title":{"rendered":"C\u00e2ncer: estudo alerta para riscos de melanoma fora da pele"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Nem todo melanoma est\u00e1 relacionado ao c\u00e2ncer de pele, esclarece a Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer. Com origem nas c\u00e9lulas produtoras de melanina (melan\u00f3citos), o melanoma tamb\u00e9m pode se manifestar nas estruturas extracut\u00e2neas (extrapele), como no olho; em mucosas, como as da cavidade oral; e \u00f3rg\u00e3os internos dos sistemas genital e digest\u00f3rio.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1702070&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1702070&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Esse tipo de neoplasia maligna \u00e9 menos frequente, por\u00e9m mais agressivo e letal porque tem maior possibilidade de provocar met\u00e1stase e, com isso, se espalhar para tecidos e \u00f3rg\u00e3os vizinhos.<\/p>\n<p>A 12\u00aa edi\u00e7\u00e3o do boletim <a href=\"https:\/\/www.cancer.org.br\/publicacoes\/info-oncollect\/\" target=\"_blank\">An\u00e1lises e Tend\u00eancias em C\u00e2ncer<\/a>, lan\u00e7ado pela funda\u00e7\u00e3o nesse m\u00eas, foca no estudo do melanoma de pele e extracut\u00e2neo. Com o t\u00edtulo <em>Melanoma: nem sempre na pele<\/em>, a publica\u00e7\u00e3o destaca que conhecer este tipo de c\u00e2ncer \u00e9 o primeiro passo para enfrent\u00e1-lo.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cPara enfrentar o c\u00e2ncer, n\u00e3o basta tratar. \u00c9 preciso conhecer. Conhecer para prevenir, diagnosticar mais cedo, planejar melhor os servi\u00e7os de sa\u00fade e orientar pol\u00edticas p\u00fablicas capazes de salvar vidas\u201d, diz o boletim.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Anualmente, as edi\u00e7\u00f5es do boletim da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer mostram um retrato epidemiol\u00f3gico da doen\u00e7a no Brasil e t\u00eam o objetivo de alertar a sociedade e orientar profissionais sobre a import\u00e2ncia da preven\u00e7\u00e3o, do diagn\u00f3stico precoce e do combate ao c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>Os dados do boletim s\u00e3o da plataforma info.oncollect, sistema que integra a coleta, a organiza\u00e7\u00e3o e a an\u00e1lise de dados relativos a registros hospitalares de oncologia.<\/p>\n<h2>Enfrentando o melanoma<\/h2>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-grande_6colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=473818:grande_6colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/owX3BMF0b9Rxs9Y6cnV-Ky89wyA=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/09\/09\/whatsapp_image_2026-09-09_at_10.18.30.jpeg?itok=53qc-BAF\" alt=\"09\/09\/2026 - Estudo da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer destaca que melanoma nem sempre \u00e9 na pele - Na foto Alfredo Scaff, consultor m\u00e9dico da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer e coordenador do estudo. Foto: Hugo Vilarroel\/ Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Hugo Vilarroel\/ Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/owX3BMF0b9Rxs9Y6cnV-Ky89wyA=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/09\/09\/whatsapp_image_2026-09-09_at_10.18.30.jpeg?itok=53qc-BAF\" alt=\"09\/09\/2026 - Estudo da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer destaca que melanoma nem sempre \u00e9 na pele - Na foto Alfredo Scaff, consultor m\u00e9dico da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer e coordenador do estudo. Foto: Hugo Vilarroel\/ Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Hugo Vilarroel\/ Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=473818 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<p>Alfredo Scaff, consultor m\u00e9dico da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer e coordenador do estudo &#8211; <strong>Foto:\u00a0Hugo Vilarroel\/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><!--END copyright=473818--><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O estudo mostra tamb\u00e9m que o enfrentamento do melanoma de pele e extrapele no Brasil requer preven\u00e7\u00e3o, diagn\u00f3stico precoce, qualifica\u00e7\u00e3o dos registros, acesso oportuno ao tratamento e articula\u00e7\u00e3o entre aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, dermatologia, oftalmologia, oncologia e demais especialidades m\u00e9dicas, como destaca o consultor m\u00e9dico da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer e coordenador do estudo, Alfredo Scaff.<\/p>\n<p>\u201cControlar o c\u00e2ncer \u00e9 realizar o diagn\u00f3stico da forma mais precoce poss\u00edvel, iniciar o tratamento da forma mais oportuna para que as pessoas se tratem e se curem do c\u00e2ncer. O c\u00e2ncer \u00e9 uma doen\u00e7a que tem cura quando diagnosticado e tratado precocemente\u201d, destaca.<\/p>\n<p>Pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), o padr\u00e3o do tratamento do melanoma \u00e9 a cirurgia da les\u00e3o prim\u00e1ria e a remo\u00e7\u00e3o dos linfonodos (g\u00e2nglios linf\u00e1ticos) envolvidos.<\/p>\n<p>A partir dessas terapias, no Brasil, entre 2014 e 2023, a cirurgia foi o principal tratamento inicial para o melanoma de pele em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, representando 84,7% de todos os procedimentos registrados.<\/p>\n<p>A Regi\u00e3o Sudeste lidera a realiza\u00e7\u00e3o de cirurgias como primeiro tratamento deste tipo de c\u00e2ncer, com 89,6% dos casos, enquanto o Norte apresentou o menor percentual (64,4%).<\/p>\n<p>Quanto ao deslocamento entre localidades para tratamento oncol\u00f3gico, os pesquisadores observaram que a maior parte dos pacientes realizou o tratamento na pr\u00f3pria regi\u00e3o de resid\u00eancia. Exceto no Centro-Oeste, onde foi observada a maior necessidade de deslocamento para o tratamento oncol\u00f3gico (20,2%). Segundo a Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer, esse \u00e9 um sinal de \u201cum importante gargalo de acesso \u00e0 assist\u00eancia especializada.\u201d<\/p>\n<h2>Outros tratamentos<\/h2>\n<p>O Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca) destaca que a quimioterapia \u00e9 amplamente adotada no tratamento de melanomas.<\/p>\n<p>Adicionalmente, em 2016, a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) aprovou no Brasil o uso dos medicamentos da classe chamada de anti-PD-1: nivolumabe, pembrolizumabe; e mais recentemente, o tebentafuspe (espec\u00edfico para melanoma ocular metast\u00e1tico\/inoper\u00e1vel).<\/p>\n<p>Em 2020, a Comiss\u00e3o Nacional de Incorpora\u00e7\u00e3o de Tecnologias no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (Conitec) aprovou a primeira imunoterapia no SUS para o tratamento do melanoma metast\u00e1tico, com dois agentes anti-PD1 (nivolumabe e pembrolizumabe).<\/p>\n<p>O consultor m\u00e9dico da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer e coordenador do estudo, Alfredo Scaff, ressalta que a chegada dos medicamentos de ponta aumentou a taxa de resposta aos tratamentos oncol\u00f3gicos, elevando expressivamente a sobrevida de pacientes com melanoma avan\u00e7ado ou em fase metast\u00e1tica.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cIsso \u00e9 um marco, j\u00e1 que a resposta cl\u00ednica, ou seja, a melhora dos pacientes saltou de menos de 10% dos pacientes em quimioterapia para at\u00e9 70% de melhora cl\u00ednica dos pacientes em imunoterapia. Isso \u00e9 revolucion\u00e1rio\u201d, comemorou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Por\u00e9m, o coordenador de Assist\u00eancia do Inca, G\u00e9lcio Mendes, aponta que, em rela\u00e7\u00e3o ao tratamento do melanoma extracut\u00e2neo, as evid\u00eancias para uso de imunoterapia s\u00e3o escassas. \u201cMuitas sem nenhuma efetividade\u201d, disse.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-right\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=473924:medio_4colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/mAycxX8Uig4FjNvBkb7if88--D8=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/09\/10\/gelcio_mendes_dsc_2571.jpg?itok=eEiOgCfd\" alt=\"S\u00e3o Paulo (SP), 09\/09\/2026. - O coordenador de Assist\u00eancia do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA), G\u00e9lcio Mendes. Foto: Carlos Leite\/INCA\" title=\"Carlos Leite\/INCA\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/mAycxX8Uig4FjNvBkb7if88--D8=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/09\/10\/gelcio_mendes_dsc_2571.jpg?itok=eEiOgCfd\" alt=\"S\u00e3o Paulo (SP), 09\/09\/2026. - O coordenador de Assist\u00eancia do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA), G\u00e9lcio Mendes. 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Outro aspecto \u00e9 a estrutura do sistema para a incorpora\u00e7\u00e3o de tecnologias dependentes de estruturas mais complexas\u201d, acrescentou Mendes.<\/p>\n<h2>O entrave do custo<\/h2>\n<p>Mesmo com os avan\u00e7os, os especialistas apontam que o alto custo desses medicamentos continua sendo uma grande barreira para que os pacientes dependentes do SUS tenham acesso \u00e0 imunoterapia em tempo h\u00e1bil.<\/p>\n<p>Segundo Alfredo Scaff, a supera\u00e7\u00e3o desse gargalo financeiro passa pela possibilidade da compra centralizada dos insumos por parte do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e \u00f3rg\u00e3os ligados \u00e0 pasta, articulada a uma pol\u00edtica de industrializa\u00e7\u00e3o da sa\u00fade com o Complexo Econ\u00f4mico-Industrial da Sa\u00fade (CEIS), com o objetivo final de conseguir produtos com valores mais acess\u00edveis junto ao mercado farmac\u00eautico.<\/p>\n<p>\u201cUsando o poder de compra do SUS para poder negociar pre\u00e7os e ampliar a produ\u00e7\u00e3o nacional consegue-se baixar muito o custo desses medicamentos e ter a garantia da produ\u00e7\u00e3o nacional\u201d, disse o\u00a0consultor da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer.<\/p>\n<p>O coordenador de Assist\u00eancia do Inca admite o alto custo dessa terapia, que, por isso, \u00e9 limitada a poucos pacientes do SUS.\u00a0G\u00e9lcio Mendes explicou que, atualmente, encontram-se em tramita\u00e7\u00e3o as modifica\u00e7\u00f5es no marco legal (portarias) que preveem a amplia\u00e7\u00e3o do programa de Assist\u00eancia Farmac\u00eautica em Oncologia no SUS (AF-Onco), e um dos focos \u00e9 o acesso a esses agentes.<\/p>\n<p>\u201cCom a nova pol\u00edtica de medicamentos oncol\u00f3gicos, expressa pelas portarias da Assist\u00eancia Farmac\u00eautica em Oncologia [AF-Onco], espera-se dar acesso aos pacientes com melanoma metast\u00e1tico \u00e0 imunoterapia, dentro dos par\u00e2metros aprovados e pactuados pela Conitec, assim como de diversas outras tecnologias.\u201d<\/p>\n<p>Alfredo Scaff ressaltou que, embora a legisla\u00e7\u00e3o represente um avan\u00e7o formal, o fluxo log\u00edstico para a distribui\u00e7\u00e3o dos rem\u00e9dios de alta tecnologia at\u00e9 a ponta do sistema de sa\u00fade ainda est\u00e1 sendo discutido e remodelada pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u201cTodos esses mecanismos pr\u00e1ticos de como v\u00e3o se dar essa compra e o repasse aos hospitais ainda dependem de pactua\u00e7\u00e3o entre gestores. \u00c9 esse processo que n\u00f3s estamos acompanhando e que ainda est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o\u201d, explicou o coordenador do estudo.<\/p>\n<p>O repasse efetivo desses medicamentos \u00e0s unidades de Assist\u00eancia de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons) e aos centros de Assist\u00eancia de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons) permanece sob negocia\u00e7\u00e3o intergovernamental, segundo Scaff.<\/p>\n<h2>Dados do estudo sobre melanoma extrapele<\/h2>\n<p>Estudo epidemiol\u00f3gico com registros hospitalares no Brasil com avalia\u00e7\u00e3o de 42.255 casos aponta que 92,2% eram melanomas cut\u00e2neos; 5,7%, oculares e 2,5%, de mucosa.<\/p>\n<p>Entre 1990 e 2021, considerando apenas os melanomas extrapele, foram registrados 1.324 novos casos no pa\u00eds, sendo 523 ocorr\u00eancias em homens e 801, em mulheres.<\/p>\n<p>O olho foi a principal localiza\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria (75%) dos casos extracut\u00e2neos, seguido pelos \u00f3rg\u00e3os genitais (12,8%) e do sistema digest\u00f3rio (8,2%).<\/p>\n<p>Nos 993 casos analisados de melanoma ocular, 447 (45%) foram em homens e 546 (55%), em mulheres.<\/p>\n<p>Diante dos n\u00fameros, a Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer alerta que, diferentemente do melanoma cut\u00e2neo, o ocular pode permanecer assintom\u00e1tico nas fases iniciais e passar despercebido, sendo identificado apenas em exames de rotina.<\/p>\n<p>Os sintomas s\u00e3o inespec\u00edficos e, por isso, podem retardar o diagn\u00f3stico. S\u00e3o eles: vis\u00e3o emba\u00e7ada, <em>flashes<\/em> luminosos, manchas no campo visual e perda visual. Por isso, o estudo alerta para necessidade do diagn\u00f3stico precoce.<\/p>\n<h2>Melanoma de pele<\/h2>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o ultravioleta (UV) \u00e9 o principal fator de risco para todos os tipos de c\u00e2ncer de pele. O risco varia conforme o tipo de pele, sendo maior em indiv\u00edduos de pele clara, e depende da intensidade e do padr\u00e3o de exposi\u00e7\u00e3o solar.<\/p>\n<p>Embora o c\u00e2ncer de pele seja a neoplasia maligna mais frequente no Brasil, o melanoma de pele representa apenas 4% dos tumores malignos desse \u00f3rg\u00e3o. Mesmo sendo menos frequente, esse tipo de tumor apresenta maior agressividade e potencial de dissemina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre 1990 a 2021, a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do boletim info.oncollect da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer tamb\u00e9m registrou 30.614 casos novos de melanoma de pele no Brasil, sendo mais frequentes em mulheres (15.714 ou 51,3% das ocorr\u00eancias). Os dados indicam que 14,9 mil casos (48,7%) foram em pacientes homens.<\/p>\n<p>No per\u00edodo analisado, os maiores percentuais ocorreram no tronco (22,4%), membros inferiores (19,1%) e membros superiores (13,8%). A entidade destaca que os homens apresentaram mais diagn\u00f3sticos de melanoma na orelha, couro cabeludo, pesco\u00e7o e tronco. J\u00e1 as mulheres apresentaram mais diagn\u00f3sticos de melanoma na face, membros inferiores e superiores, nesta ordem.<\/p>\n<h2>Mortalidade<\/h2>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mortalidade no Brasil, <a href=\"https:\/\/ninho.Inca.gov.br\/jspui\/bitstream\/123456789\/17914\/1\/Estima2026_completo%20%281%29.pdf\" target=\"_blank\">o Inca registrou<\/a>, em 2023, 2.047 mortes por melanoma de pele. Entre os homens, foram registrados 1.176 \u00f3bitos (1,14 por 100 mil homens) e, entre as mulheres, 871 (0,8 por 100 mil mulheres).<\/p>\n<p>A taxa m\u00e9dia para o per\u00edodo de 2020 a 2024 foi de seis \u00f3bitos a cada 1 milh\u00e3o de habitantes no Brasil, com maiores registros entre homens (oito \u00f3bitos por 1 milh\u00e3o) do que entre mulheres (cinco \u00f3bitos por 1 milh\u00e3o).<\/p>\n<h2>Por regi\u00e3o<\/h2>\n<p>A an\u00e1lise epidemiol\u00f3gica dos dados sobre melanoma cut\u00e2neo revela que as regi\u00f5es com menor incid\u00eancia e mortalidade apresentam uma maior letalidade, como \u00e9 o caso do Norte do pa\u00eds. A Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer sugere que a situa\u00e7\u00e3o se deve ao diagn\u00f3stico tardio e a barreiras de acesso \u00e0 assist\u00eancia especializada.<\/p>\n<p>O Sul apresentou as maiores taxas de incid\u00eancia do tumor de melanoma na pele, com 44,40 casos por 1 milh\u00e3o \u2014 mais que o dobro da m\u00e9dia nacional (19,20). No Sul, o melanoma de pele ocupa a s\u00e9tima posi\u00e7\u00e3o em incid\u00eancia de c\u00e2nceres em mulheres e a nona em homens.<\/p>\n<h2>Incid\u00eancia estimada<\/h2>\n<p>O Inca <a href=\"https:\/\/ninho.Inca.gov.br\/jspui\/bitstream\/123456789\/17914\/1\/Estima2026_completo%20%281%29.pdf\" target=\"_blank\">projeta para este ano<\/a> 9.360 novos casos de c\u00e2ncer de pele melanoma no Brasil.\u00a0S\u00e3o esperados 19,2 casos novos a cada 1 milh\u00e3o de habitantes, sendo o maior risco entre os homens (23,8 casos por 1 milh\u00e3o) em compara\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres (17,3 casos por 1 milh\u00e3o).<\/p>\n<p>Os n\u00fameros integram as \u00faltimas estimativas do instituto referentes ao tri\u00eanio 2026\/2028. Essas estimativas orientam o planejamento de pol\u00edticas p\u00fablicas e a\u00e7\u00f5es no SUS para o setor.<\/p>\n<p>O estudo completo da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer pode ser consultado <a href=\"https:\/\/www.cancer.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/info_oncollect_2026_volume12.pdf\" target=\"_blank\">neste <em>link<\/em><\/a>.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-09\/cancer-estudo-alerta-para-riscos-de-melanoma-fora-da-pele\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nem todo melanoma est\u00e1 relacionado ao c\u00e2ncer de pele, esclarece a Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer. Com origem nas c\u00e9lulas produtoras de melanina (melan\u00f3citos), o melanoma tamb\u00e9m pode se manifestar nas estruturas extracut\u00e2neas (extrapele), como no olho; em mucosas, como as da cavidade oral; e \u00f3rg\u00e3os internos dos sistemas genital e digest\u00f3rio. Esse tipo de neoplasia maligna [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":36099,"comment_status":"closed","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[18],"tags":[],"class_list":["post-36098","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/36098","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=36098"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/36098\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/36099"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=36098"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=36098"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioalagoas.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=36098"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}